21.06.2011 | 11h24


CIDADES

Câmara afasta prefeito preso; advogado ainda não pediu HC

MAYARA MICHELS 08h24
DA REDAÇÃO

O advogado Paulo Humberto Budaia, que defende o prefeito de Dom Aquino, Eduardo Zeferino (PR), preso na tarde do último sábado (17), acusado de abusar sexualmente de cinco meninas, com idades entre 7 e 10 anos, ainda não sabe se vai pedir um habeas corpus para seu cliente. Zeferino está a três dias presos na Polinter - anexo do Pascoal Ramos.

De acordo com o advogado, não há previsão de um pedido de liberdade para o prefeito. "Estou estudando o processo para ver o que vou fazer", afirmou o advogado.

Zeferino está preso em uma cela sozinho. Ele alega ser inocente e diz estar paciente, pois logo sairá da cadeia. Após quase um ano do início das investigações policiais, o Tribunal de Justiça aceitou o terceiro pedido de prisão e decretou a prisão preventiva do prefeito.

Afastado

Vereadores do município votaram o afastamento do mandato do prefeito em sessão extra nesta segunda-feira (20). A sessão foi realizada às 19h15, porém só iníciou com a presença da Polícia Militar. Por 6 votos a 2 o prefeito foi afastado do cargo. Uma Comissão de Ética foi criada na Câmara de Vereadores de Dom Aquino e, os vereadores irão averiguar com mais detalhes as denuncias, para em uma próxima sessão votarem a cassação do mandato.

Segundo o vereador Sergio Ramos, a cassação só é aprovada com 2/3 dos vereadores, e a Câmara conta com 9. "Estamos juntamos todas as provas contra o prefeito, todas as denuncias e iremos apresentar aos vereadores, que não acreditam ainda no crime cometido por ele", revelou.

Segundo o vereador Adelson Martins (PHS) (conhecido como Gato), o prefeito nunca foi na Câmara discutir com os vereadores sobre projetos. "Ele não troca ideias com agente. Apenas envia o projeto, e quer que seja assinado. O relacionamento dele com os vereadores é extremamente frio", afirmou Martins.

Entenda o caso

A Polícia Civil investigou e denunciou ao Ministério Publico Estadual, o prefeito por estupro de vulnerável. As próprias crianças, em depoimentos, confirmaram os abusos praticados pelo prefeito.

O crime foi descoberto em função do comportamento "estranho" das meninas. Elas foram encaminhadas para um psicólogo, a quem confessaram que o prefeito praticou abuso sexual, em visitas à residência dele.

Além das cinco vítimas já identificadas pela Polícia Civil, outras 11 crianças também podem ter sido molestadas pelo prefeito. De acordo com a Polícia, as outras vítimas são crianças de 7 a 11 anos, que participaram de um projeto social criado pelo prefeito, denominado "Batutinha".

 

 











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