08.09.2011 | 10h22


CIDADES

Calor escaldante em Cuiabá é histórico, aponta Inmet

DIÁRIO DE CUIABÁ  13h00

Neste começo de setembro as lamúrias por conta do calor excessivo estão em alta. Há inclusive pessoas passando mal e criando formas de conviver com a quentura, como a dona Ioná Pires dos Santos, de 42 anos. Ela é enfática ao dizer que esse ano é mais quente que outros. Sexta-feira passada, passou mal com o calor. Ontem, estava no centro da cidade e, por volta das 16h, já tinha tomado três banhos. Nessa época chega a se banhar seis vezes e é comum também levantar de madrugada para isso. Apesar desse calor, o que se percebe, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) - 9º Distrito, é que os dias mais quentes não acontecem de forma crescente com o passar dos anos. São variações sem uma cronologia clara.

A maior temperatura registrada este ano foi em agosto, 40ºC. O mesmo calor, porém, também foi sentido em outubro de 1941, há 50 anos, conforme os termômetros do Inmet.

Analisando os últimos 10 anos - excluindo o ano de 2008 -, pode-se perceber, de fato, que o período mais quente fica com os meses de agosto e setembro, quando acontece o fim da seca. As mais altas temperaturas registradas ficaram entre 39ºC e 40ºC na maioria das vezes. Os anos de 2001, 2005 e 2006 tiveram as maiores temperaturas em 39ºC, 38,8ºC e 38,6ºC respectivamente. Medidas entre 39ºC e 40ºC estão registradas em 2002 (39,8ºC), 2003 (39,2ºC) e 2004 (39,8ºC), sendo que 2002 e 2004 se aproximam bastante dos 40ºC. Acima disso foi marcado em 2007, 40,4ºC; em 2009, 40,5ºC e em 2010, 42,3ºC. Este ano, se o mês de setembro ou outubro não registrarem dias mais quentes do que em agosto (os 40ºC), 2011 não será o mais quente da década - posição ocupada pelo ano passado.

Segundo a chefe do 9º Distrito de Meteorologia, Marina Padilha, a temperatura de Cuiabá de fato se deve à posição geográfica. A cidade fica 152 metros acima do nível do mar. Por isso, as frentes frias passam por cima da cidade, que continua envolta da massa de ar quente sem sofrer alterações. A chefe disse também que de fato o Centro e outras regiões da cidade (como as pessoas costumam perceber) podem ter a temperatura mais elevada em relação aos dados do 9º Distrito, já que os prédios, os asfaltos mantêm o calor.


 











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