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03.01.2011 | 16h47


CIDADES

Cachoeira da Martinha, sem fiscalização, é "lata de lixo" de banhistas

ANDRÉ MICHELLS/ROBERTA DE CÁSSIA
DA REDAÇÃO

A Cachoeira da Martinha, em Chapada dos Guimarães está sendo tomada por lixo, drogas, álcool e a turma da farofa. No local é comum ver restos da delinqüência, como guimbas de maconha, camisinhas usadas, latas e mais latas de cerveja e refrigerantes, garrafas pet de todo tipo, além de garrafas de vidro de bebidas destiladas. O que deveria ser um local de lazer, diversão e turismo responsável está se tornando sinônimo de baderna e degradação ambiental. Nossa equipe esteve no local em um fim de semana e constatou inúmeras agressões ao meio ambiente.

Estrutura física para o turista e a fiscalização não existem no local. Logo na entrada é preciso fazer malabarismo e prejudicar a mecânica dos carros para não deixar os mesmos estacionados à beira da rodovia. Há os que, sem paciência, acabam deixando os veículos em posição perigosa para quem trafega na estrada. Os dois lados do acostamento ficam cheios, o que prejudica a visão dos que seguem viagem.

Aproveitando-se da falta de fiscalização, os freqüentadores abusam da sorte, saltando de uma altura de mais de 5 metros, de cabeça na água, que é tomada por enormes pedras. Outros armam barracas sem o menor constrangimento e usam o local como quintal da própria casa, depositando ali, restos de alimentos, utensílios, garrafas vazias e os detritos de suas necessidades fisiológicas. O local é sujo, fétido e a degradação pode ser vista em toda parte.

Enquanto nossa equipe esteve no local, nenhum fiscal da Sema, IBAMA, Polícia Florestal ou qualquer outro agente repressor foi visto nas imediações. Há pessoas que, não contentes em usar barracas no “quintal” armam suas redes quase que dentro d'água (veja fotos na galeria). A turma da farofa deixa restos de comida e latas de cerveja vazias às margens da cachoeira. Outros espalham bitucas de cigarro e maconha pelo local. Os mais esfomeados levam churrasqueiras de casa e assam suas carnes sem o menor constrangimento.

A turista de São Paulo, empresária Lúcia Pozetti (38), que esteve no local pela primeira vez, disse que ficou decepcionada. “Das outras vezes que estive em Chapada não pude vir aqui por falta de tempo, mas decidi vir hoje e, sinceramente, estou arrependida”, desabafou. Fernando Lima da Silva (24) é freqüentador assíduo do local e disse que a situação está cada vez pior. “Sempre venho aqui por falta de opções, mas tem dia que a coisa fica feia e acabo indo embora mais cedo”, disse.

Outro lado - O prefeito de Chapada dos Guimarães, Flávio Daltro (PP), informou que a Cachoeira da Martinha está dentro de uma área particular pertencente a um comerciante conhecido como "Neto", mas salientou que a jurisdição é da prefeitura de Chapada dos Guimarães e já está tomando providências, inclusive judiciais.

Segundo Daltro, o proprietário já foi notificado pela prefeitura sobre a degradação ambiental e aconselhado a cercar o local e dar manutenção, como acontece com a Cachoeira dos Namorados, por exemplo, mas apesar disso o proprietário ainda não se manifestou.

 "Como nada foi feito até agora, iremos conversar novamente com ele. Já está agendada uma conversa para o dia 17 de janeiro, quando vamos implementar um Termo de Ajustamento de Conduta. Caso o proprietário não cumpra, iremos acioná-lo judicialmente", disse o prefeito.

Já a Polícia Militar informou que só pode fazer policiamento na área e deter abusos como consumo de álcool e drogas se houver uma denúncia no momento em que as ações acontecem. O problema é que no local não há posto telefônico, sinal de celular, ou qualquer unidade de controle ambiental.

 

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