19.01.2011 | 08h50


CIDADES

Cacalo propõe criação de Secretaria para salvar o Pantanal

 

ANDRÉ MICHELLS     15h40
DA REDAÇÃO

"O pantanal está morrendo e vai se tornar uma grande fossa de Cuiabá nos próximos anos se nada for feito para impedir a devastação". A previsão sombria é do empresário José Carlos Biancardini Jorge (Cacalo). O comerciante vem denunciando o descaso com o Pantanal, especialmente a Baía de Chacororé, há cerca de 20 anos. Para o empresário, somente uma união de forças de entidades de classe e a criação de uma super secretaria de Governo poderá resolver o problema.

"Temos que socorrer a região. As autoridades e as entidades como o Rotary, Lions e Maçonaria devem unir forças e cobrar do governo federal atitudes que possam encerrar o ciclo de devastação", conclama. Para ele, não se pode mais aceitar ações meramente eleitoreiras e demagógicas com o Pantanal e suas baías.

"Se é patrimônio da humanidade, tombado pelos organismos internacionais, porque os governos tanto na esfera federal quanto estadual não tratam a região como tal"? Cacalo também questiona o grande alarde com a realização da Copa do Mundo, sem mencionar uma ação para despoluir o Pantanal.

O grande problema é o esgoto que a Grande Cuiabá derrama todos os dias nos rios da Bacia do Pantanal. Detergente, óleo, combustíveis fósseis, latas, garrafas plásticas, pneus e até geladeiras são jogados nos rios. "Tudo isso desemboca lá nas baías juntamente com os detritos orgânicos e isso gera conseqüências gravíssimas", diz.

De acordo com dados da UFMT e pesquisa realizada pelo professor Rubem Mauro, 60% da baía já secou e virou uma espécie de pasto. Em local que antigamente se navegava, hoje dá para criar gado, mostra a análise publicada na edição de ontem (18) do jornal A Gazeta. Segundo a prefeitura de Cuiabá, a cidade consegue tratar apenas 30% de seu esgoto. Já em Várzea Grande a situação é pior. "Lá nada é tratado. A cidade joga tudo in natura no rio Cuiabá, que desemboca tudo no pantanal", argumenta.

Cacalo já fez várias denuncias nos meios de comunicação e, agora, os moradores da área fecharam braços de rios responsáveis pelo fluxo de águas temendo secas e a baía, mesmo com as chuvas, não se alagou por completo e já está sendo ocupada por capim.

O empresário informou que pretende fundar uma Organização Não Governamental (ONG) para cuidar do Pantanal e quer discutir o assunto em audiência pública juntamente com a Assembleia Legislativa.

 

 











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