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22.07.2011 | 18h56


CIDADES

Budoia acusa delegado de fraude contra Zeferino e pede afastamento

MAYARA MCIHELS  16h30
DA REDAÇÃO

O advogado Paulo Humberto Budoia, que defende o prefeito afastado de Dom Aquino, acusado de pedofilia, Eduardo Zeferino, entrou hoje (21) com processo disciplinar para que os corregedores da Polícia Civil investiguem um suposto desvio de conduta do delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, de Campo Verde, e do investigador Sergio Ramos de Souza, lotado na delegacia de Dom Aquino.

Na representação disciplinar, o advogado mostrou documentos que podem, segundo ele, provar que os dois policiais praticaram desvio de conduta e prática de crime por fabricação de provas incriminatórias. "Pedi que os dois sejam afastados das funções até que os desliguem da representação", afirmou Budoia.

No documento protocolado na Corregedoria, constam anexadas várias reportagens e material que comprovariam propósito político e uma trama de denunciação por pedófilia, para desmoralizar o acusado.  "Sérgio Ramos, investigador que também é vereador, é um dos interessados em derrubar o prefeito para satisfazer interesses pessoais e de seu grupo político. O vereador é declaradamente inimigo político de Zeferino", relatou Budoia.

Por acumular as duas funções, segundo Budoia, teve livre acesso a todo trabalho de investigação praticado pelo delegado Pigozzi. O advogado afirma que ele [Ramos] é um dos mentores intelectuais da suposta trama.

No caso do delegado Pigozzi, o advogado relatou que no dia 24 de fevereiro deste ano, o mesmo tomou por termo a declaração de Tatiane Ferreira da Silva, ex-babá dos netos de Zeferino. A ex-babá, sequer, fazia parte do processo, segundo Budoia. O advogado também contesta o fato de o depoimento ter sido tomado após a conclusão do inquérito.

Outra conduta irregular do delegado, apontada pelo advogado, foi na confecção do termo de declarações, uma vez que fez constar que o depoimento foi colhido na Delegacia de Dom Aquino e que estava presente o investigador de polícia que serviu como escrivão, Divino Rodrigues de Souza. Segundo Buidoia, o depoimento foi colhido na Delegacia de Campo Verde, e não estava presente o escrivão.

Outro tópico questionado pelo advogado foi Tatiane revelou que o delegado fazia perguntas e, ao final, lhe dera várias folhas para assinar, sem que a declarante pudesse ler primeiro, ou ele mesmo lido em voz alta, como de praxe. Segundo Budoia, o delegado se aproveitou da pouca instrução da ex-babá.

"De forma inusitada e para corroborar o seu intuito de prejudicar Zeferino, pois tinha ele o firme propósito de pedir a prisão preventiva, e dar credibilidade às declarações prestadas pela jovem, que ele mesmo redigiu, ao que parece, ao seu bel prazer", disse Budoia em trecho do relatório encaminhado para a Corregedoria da polícia. Documento ao qual o RepórterMT teve acesso com exclusividade.

Somente após a prisão de Zeferino, o pai de uma das supostas vítimas fez declarações inocentando Zeferino e imputando culpa à ex-cunhada do prefeito afastado, Rosiney Alves Piotto (Rosinha) e o vereador policial.

O juiz relator, José Jurandir de Lima, revogou a prisão preventiva, afirmando que, em "síntese, Zeferino foi vítima de uma armação engendrada pela mãe das supostas vítimas e por adversários políticos interessados no seu afastamento do cargo de prefeito.

OUTRO LADO

O RepórterMT entrou em contato com o delegado de Polícia Civil, Fernando Pigotti, mas o mesmo não poderia falar sobre o assunto, pois estava em uma diligência policial.

Já o vereador Sérgio Ramos garantiu que o advogado está errado e  se utiliza de acusações falsas para defender o seu cliente. “Tanto eu quanto o Fernando vamos entrar civil e criminalmente contra ele. Não é da nossa conduta as acusações", disse Ramos, vai aguardar a notificação da Justiça para se defender.

Veja também: Documentos podem comprovar farsa em acusação de pedofilia contra prefeito

 











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