19.05.2011 | 16h24


CIDADES

Áreas desmatadas são identificadas e embargadas

MAYARA MICHELS   14h30
DA REDAÇÃO

Sobre o aumento do desmatamento em Mato Grosso divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Alexander Torres Maia, afirmou que o estado está tomando todas as providências cabíveis, já que 90% de toda área desmatada é considerada desmatamento ilegal.

Foram identificados e autuados 16 produtores que realizaram o desmatamento. Além de apreendidos 40 maquinários, gados e madeira. "Os proprietários também tiveram suas terras embargadas e perderam todos os benefícios que o governo oferece ao produtor, além de estarem respondendo um inquérito instaurado na Polícia Civil", disse Maia.

Maia revelou que será difícil os proprietários serem presos, já que não houve flagrante. Todos eles foram autuados e tiveram inquéritos instaurados, onde cada propriedade será investigada individualmente para que seja definida a pena. O tamanho da área desmatada também agrava a pena.

Como no caso de um agricultor que foi identificado por desmatar cerca de 2 mil hectares. Fiscais descobriram que, além disso, o proprietário reside em Curitiba (PR). Toda a área foi embargada e o agricultor intimado para prestar depoimento e se justificar. Propriedades próximas de Sorriso também estão sendo fiscalizadas a autuadas pelo desmatamento.

O superintendente do Ibama em Mato Grosso, Almeida Martins Costa, informou que outras 16 propriedades também apontaram área desmatada, e estão no processo de investigação. "Em um dos casos a área desmatada fica dentro de uma terra indígena e ao pedirmos resposta da Funai, fomos contatados de que não se passava de uma área que foi vítima de queimadas", explicou.

Maia revelou saber desse ápice de áreas desmatadas há algum tempo e que, devido a isso, providências foram tomadas desde fevereiro. Cerca de 266 fiscais do estado e 520 agentes do Ibama estão no interior fiscalizando as propriedades. "Mas não temos condições de colocar um fiscal em cada propriedade para prevenir o desmatamento.Recebemos esse aumento como um alerta. Intensificamos a operação que já ocorre desde fevereiro para punir rigorosamente os proprietários que desmataram e continuar de forma preventiva coibindo o avanço da degradação", disse.

 

 











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