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07.08.2011 | 12h23


CIDADES

Aray admite incompetência e prevê 134 anos para reestruturar Sanecap

LAURA PETRÁGLIA         11h00
DO OLHARDIRETO

Diante do caos instalado por conta das incertezas políticas em relação à privastização da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) e dos protestos dos servidores contra a iniciativa do Município, o presidente da instituição, Aray Fonseca, afirmou que a venda da concessão dos serviços é a única solução para resolver de vez o problema do tratamento de água e do esgotamento sanitário em Cuiabá. Segundo ele, sozinha, a Sanecap levaria 134 anos para resolver as demandas dos dois serviços.

"Nós não podemos continuar nesse descaso. Neste tempo (de 134 anos), o rio Cuiabá e o Pantanal já morreram. É só vermos o exemplo do rio Guaíba, lá em Porto Alegre, que hoje a insalubridade já chega a nível 4, porque só tem 28% do esgoto tratado em na cidade, que é o mesmo indicador daqui de Cuiabá. O rio Cuiabá está no nível 2 de insalubridade, passando ao nível 3, então é uma responsabilidade muito grande que a gente tem. O prefeito me deu essa incumbência de tentar resolver o problema", justificou.

O presidente afirma que há mais de 200 anos a cidade vivencia o problema crônico de falta de água e de esgoto tratado.

"Estamos matando o Rio Cuiabá, crianças e idosos estão morrendo por diarréia e por infecção. Nós precisamos solucionar esse problema. Estamos aqui para fazer gestão, defender os interesses da companhia e defender os interesses da população. A empresa que vier a Cuiabá para administrar a Sanecap tem o compromisso de investir R$ 1,9 bilhão para solucionar essas questões, e isso, com certeza vai gerar emprego, vai gerar renda para a população e vai resolver o problema de forma mais rápida", disse.

Fonseca lembra que a Sanecap vivia no vermelho, fechando todo mês com um déficit de caixa superior a R$ 1 milhão.

"Tentamos fazer gestão disso, colocá-la no azul, mas sem recurso algum e sem condições financeiras de investimento para resolver os problemas de água e esgoto em Cuiabá. Hoje 68% da população cuiabana nos bairros não têm água de forma contínua. Fornecem água a cada três horas por dia, dia sim dia não, a cada dois ou três dias. Isso é saneamento? É fornecimento de qualidade? É claro que não", esclarece e ao mesmo tempo questiona.

Esta semana os servidores da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) resolveram entrar em greve por tempo indeterminado, como forma de protesto contra as demissões feitas por conta das recentes manifestações contra a concessão dos serviços de esgotamento e fornecimento de água na capital.

Uma das principais reivindicações da categoria é a imediata demissão do atual presidente da Sanecap, Aray Fonseca. Os grevistas também pleiteiam a recontratação dos profissionais demitidos e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Cuiabá para investigar as irregularidades na companhia.

 











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