30.08.2011 | 13h11


CIDADES

Agecopa contrata sem licitação empresa por R$ 14 milhões

FOLHA DE SP    12h

Quatro dos mais caros projetos de estádios para a Copa-2014 pagaram mais de R$ 17 milhões à empresa de arquitetura do ex-sócio de Carlos de La Corte, consultor do COL (Comitê Organizador Local) e responsável pela fiscalização dos projetos das arenas do Mundial.

De acordo com a reportagem, a Statia conseguiu, sem licitação, fechar contrato com as arenas de Belo Horizonte, Cuiabá, Manaus e Natal. Danilo Carvalho, dono do escritório, era sócio de Carlos de La Corte até 2009.

Foi o próprio fiscal do COL que sugeriu a contratação da empresa para as sede, segundo um dos participantes da negociação. Isso ocorreu quando ele já fazia parte do Comitê.

"Procuramos a empresa de Carlos de La Corte e tivemos a sugestão do nome do Danilo, que é parceiro dele. O Carlos sugeriu dois ou três nomes. Como eu já estava em São Paulo e as outras empresas eram de fora do Brasil, foi mais fácil o contato. É aquela história de unir o útil ao agradável", declarou o ex-secretário da Copa-2014 no Rio Grande do Norte, Fernando Fernandes.

HISTÓRICO

A Stadia foi montada cerca de um mês depois de a Fifa anunciar as 12 sedes da Copa-2014. E, com 53 dias de existência, já conseguiu seu primeiro contrato, sem licitação, para projetar a arena de Manaus. Em Natal, também sem passar por licitação, a Stadia recebeu ao menos R$ 2,3 milhões pelo projeto da Arena das Dunas.

Em Cuiabá, o governo contratou, sem licitação, a empresa GCP, por R$ 14,2 milhões --parte do dinheiro foi repassado à Stadia. O escritório é do arquiteto Sérgio Coelho. De novo, há relação com o fiscal do COL: Coelho e De La Corte trabalharam juntos no fim da década de 1990.

Em Belo Horizonte, a Stadia ajudou a empresa EBP a fazer a parte de arquitetura esportiva no modelo da PPP (Parceria Público-Privada) para reformar o Mineirão.

OUTRO LADO

O COL disse desconhecer a relação entre De La Corte e o arquiteto Danilo Carvalho.

De La Corte negou conflito de interesse em fiscalizar projetos feitos pelo ex-sócio, assim como tê-lo beneficiado ou indicado as cidades-sedes.

Tanto ele quanto Carvalho disseram que não eram mais sócios quando a Stadia obteve o primeiro contrato, em Manaus. Instados, não mostraram documentos que comprovassem a versão.

 











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