18.02.2011 | 19h00


CIDADES

Acaba neste sábado o horário de verão; em MT economia é 5,36%

Com fim do horário de verão à meia noite de sábado para domingo, os relógios devem ser atrasados em 1 hora.

DA REDAÇÃO 10h15

 

Neste sábado, à meia-noite, termina mais um horário de verão. Os brasileiros deverão atrasar em uma hora o relógio, ritual já cumprido 36 vezes no país, desde 1931.

Desta vez, o saldo do governo será uma economia média de 5% na demanda em horário de pico. É como se o Brasil deixasse todo dia de abastecer uma cidade com 3,8 milhões de habitantes na faixa das 18h às 21h.

Já em MT os resultados da 40ª edição do Horário de Verão foram superiores aos dos últimos dois anos. A redução da demanda de energia no horário de ponta alcançou 5,36% em 2010/2011, índice 18% maior que o registrado na edição passada (4,55%). A queda no consumo de energia também aumentou e até superou as expectativas da Cemat.

Nos municípios do Estado abastecidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), a redução no consumo de energia no período chegou a 1,06%, gerando uma economia de 24.962,77 MWh. Esse montante de energia é suficiente para abastecer por um ano e dois meses uma cidade do porte de Chapada dos Guimarães (localizada a 61 km de Cuiabá).

Mesmo com a numeralha positiva do governo, a crítica à necessidade da medida não cessa. Na Câmara dos Deputados, há 60 proposições sobre o assunto, 52 delas pedindo o fim do horário de verão ou convidando ministros para esclarecimentos.

Até agora, porém, nenhum projeto de lei contrário à medida foi adiante. O mais recente é deste ano, do deputado Weliton Prado (PT/MG), que pede a proibição do horário, e está esperando despacho do presidente da Casa.

O discurso padrão de quem critica o horário é que os sacrifícios impostos à sociedade não compensam os benefícios na economia do setor elétrico. Deputados citam fatores como sonolência, fadiga, dores de cabeça, falta de concentração e irritabilidade como complicadores, além da falta de segurança de quem sai muito cedo de casa, ainda no escuro.

No Senado, uma proposta de convocação de um plebiscito sobre o tema chegou a ser apresentada em 2003. O projeto foi arquivado.

Em MT, sem praia e com sol abundante, com temperaturas que passam dos 40º com frequencia, a medida também é bastante contestada, embora muita gente goste de aproveitar a luz do dia para o famoso happy hour pelos bares da cidade. A Capital, aliás, possui elevado consumo de cerveja percapta, que está entre os maiores do país. A justificativa, claro, o forte calor da Cidade Verde.

 











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