13.03.2018 | 08h47


CIÊNCIA

Satélite chinês desgovernado deve cair na Terra em março ou abril

A agência espacial do país admitiu ter perdido o controle da nave; apesar de não se saber local exato da queda, chance de que ele atinja pessoas é pequena



O satélite chinês Tiangong-1 deve cair na Terra entre 29 março e 9 de abril de 2018, segundo estimativas da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). O Centro Nacional de Administração Espacial da China admitiu ter perdido o controle da espaçonave em março de 2016. Desde então, especialistas constataram que o objeto está perdendo altitude e deve atingir algum ponto do nosso planeta entre 43º Norte e 43º Sul. A chance de acertar uma pessoa, no entanto, é muito pequena, asseguram os pesquisadores.

Os locais mais prováveis para a queda são o centro da Itália, o norte da Espanha, uma parte da China ou do Oriente Médio, o norte dos Estados Unidos, a Nova Zelândia, a Tasmânia e o sul da América do Sul (Argentina e Chile). Todas as áreas acima ou abaixo dessa latitude estão descartadas, afirma a ESA, pois não fazem parte da rota da nave – ainda assim, os territórios entre esses limites (incluindo o Brasil) correm um pequeno risco.

É preciso esclarecer, no entanto, que três quartos do território do planeta é coberto por água – então, os cientistas acreditam que há uma enorme chance de os destroços do satélite caírem no mar, sem oferecer risco para as pessoas. A órbita do nosso planeta está coberta por grande quantidade de lixo espacial (restos de satélites antigos, peças soltas ou naves desativadas), que, eventualmente, entra na atmosfera e cai em algum ponto da Terra, raramente perto de áreas habitadas. O módulo chinês só está ponto da Terra, raramente perto de áreas habitadas. 

Os cientistas acreditam que há uma grande chance dos destroços do satélite caírem no mar, já que três quartos do território do planeta é formado por água. A órbita do nosso planeta está repleta de lixo espacial, que eventualmente entra em contato com atmosfera e acaba caindo em algum ponto do planeta. O satélite em questão está sendo observado somente porque é de tamanho um pouco maior que a média.

É improvável que detritos da reentrada [do satélite Tiangong-1] atinjam qualquer pessoa ou danifiquem propriedades”, afirma o tecnologista Ademir Xavier, da Agência Espacial Brasileira, em comunicado. “O único caso conhecido em toda história da exploração espacial é de uma pessoa em Oklahoma, Estados Unidos, que foi atingida em 1996 sem qualquer ferimento ou danos.”

“A probabilidade de uma pessoa aleatória (como, por exemplo, você) ser atingida pelos destroços da Tiangong-1 é um milhão de vezes menor do que a de ganhar no Powerball [um jogo de loteria típico dos EUA]”, disse a Aerospace Corporation, instituto americano que fiscaliza atividades espaciais.

O Taingong-1 já serviu para várias missões, com ou sem tripulação, desde que foi lançado, em 2011. Ele deveria ter sido derrubado de modo seguro ainda em 2013, porém, continuou operando até março de 2016, quando a China perdeu o controle.

“Como o objeto é grande, serão vistos vários riscos juntos na reentrada, sendo que alguns deles poderão atingir o solo”, afirma a Agência Espacial Brasileira.

A queda deverá acontecer entre os dias 29 de março e 9 de abril.

 

 










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