10.10.2018 | 14h58


MARCADA COM SUÁSTICA

Jovem é agredida com canivete por vestir camiseta com 'ele não' em Porto Alegre

Polícia Civil confirma registro da ocorrência e busca câmeras de segurança para identificar agressores. Jovem relata que vestia camiseta escrito 'Ele Não', quando foi atacada por três homens ao sair de um ônibus.



Uma jovem de 19 anos, moradora de Porto Alegre, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil por lesão corporal na noite de segunda-feira (8). Segundo o relato, ela vestia uma camiseta com os dizeres "Ele Não", contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), quando foi abordada e agredida por três homens.

O caso aconteceu no bairro Cidade Baixa. A jovem descia de um ônibus, a caminho de casa, quando foi abordada pelos homens que passaram a questioná-la sobre o uso da camiseta. Os suspeitos teriam agredido a jovem com socos e marcado a barriga com riscos de canivete.

A ocorrência foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Polícia Civil, que informou nesta quarta-feira (10) que o caso começou a ser investigado. Policiais buscam câmeras de segurança para tentar identificar os agressores.

O delegado Paulo Cesar Jardim, titular da delegacia, também pretende ouvir a jovem agredida assim que ela tiver condições de falar.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais nesta segunda. Após três horas no ar, o post de uma jornalista de Brasília, que conversou com a jovem agredida, tinha mais de 10 mil compartilhamentos. Foi ela quem convenceu a menina a procurar a polícia.

"Ela foi agredida, humilhada no meio da rua. E como se não bastasse, dois homens seguraram seus braços, enquanto o terceiro cravava uma suástica na sua costela. Uma suástica...", escreveu Ady Ferrer no Facebook.

O delegado responsável pela investigação explica que o desenho marcado na pele da jovem seria uma suástica ao contrário. "Se fosse alguém ligado a um grupo neonazista, faria o desenho correto", entende Jardim, ainda sem concluir o caso.

Ady conta ainda que a jovem agredida também estampava a bandeira LGBT na mochila. E que muitas ofensas que ela ouviu foram nesse sentido. "Foram ofensas duras demais para retratar em um texto, duras demais para mulheres lésbicas ouvirem e lerem."

A jornalista disse ao G1 que a jovem agredida não quer ser identificada e nem falar com a imprensa, pois está muito abalada. Ady ainda disse que também é LGBT e que seu medo aumentou após saber da história e "comprová-la como verdadeira."











(3) COMENTÁRIOS

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alexandre  11.10.18 16h47
processo foi arquivado.....tem algo estranho, para os peritos...

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pedro Kuhl  10.10.18 17h51
Não sou nem um perito criminal. MAS, vocês notaram que as marcas são muito SUPERFICIAIS ??? ..... se eu fosse marcar alguém seria mais fundo sem medo de machucar que é o que parece alí ....... tem gente que se presta mesmo !!!!! afffff

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alexandre  10.10.18 15h58
Bolsonaro nem lula haddad, não mandou agredir ninguem, cada um tem o direito de votar, a esquerda vai fazer de tudo, inclusive provocar , jogar sujo, o inferno pra ganhar as eleições, portanto mantenham a militância e não caiam em provocações... o desespero tomou conta da esquerda..

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