10.06.2019 | 10h03


CIÊNCIA E SAÚDE

Cigarro eletrônico aumenta o risco de bronquite

Utilizado como alternativa para quem deseja parar de fumar cigarros convencionais, item eletrônico dificulta a passagem de muco pelas vias respiratórias



Um estudo feito por um time de pesquisadores dos Estados Unidos indicou que o uso do cigarro eletrônico é responsável por dificultar a passagem do muco pelas vias respiratórias— conhecido como “disfunção mucociliar”, o sintoma é comum em doenças do pulmão, como asma e fibrose cística. A utilização do dispositivo criado como alternativa ao cigarro tradicional pode ainda aumentar riscos da bronquite, já que a desidratação dos fluídos deixa o muco mais viscoso, deixando os brônquios mais suscetíveis a infecções.

“O estudo foi iniciado a partir de uma pesquisa do nosso time sobre a influência do tabaco na depuração mucociliar das vias respiratórias”, contou em comunicado, Matthias Salathe, professor de cuidados médicos na Universidade do Kansas. “A nossa questão principal era se a vaporização que continha nicotina teria efeitos negativos na habilidade de limpar secreções das passagens aéreas de modo similar ao cigarro convencional."

Segundo Salathe, um único uso do cigarro eletrônico pode liberar mais nicotina nas vias aéreas do que fumar apenas um cigarro comum. Como a absorção de nicotina pela corrente sanguínea é menor para os fumantes da versão eletrônica, a região do organismo responsável pela respiração apresenta uma concentração maior do princípio ativo do tabaco por mais tempo. 

“Vaporizar nicotina também apresenta riscos. No mínimo, aumenta o risco de brônquite. Nosso estudo, junto de outros, pode questionar os cigarros eletrônicos como uma armadilha para aqueles fumantes que usam o método para reduzir o fumo”, contou Salathe.











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