14.03.2019 | 10h16


TRAGÉDIAS

8 massacres em escolas que chocaram o mundo

Dois adolescentes encapuzados mataram 6 pessoas dentro da Escola Estadual Raul Brasil, de Suzano (SP), e cometeram suicídio em seguida, sendo a polícia.



No dia 13 de março de 2019, dois atiradores mataram pelo menos seis pessoas, sendo cinco delas crianças, na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (Grande São Paulo). Relembre alguns casos de crimes em instituições de ensino que marcaram o mundo.

8. Creche Fabeltjesland (Bélgica, 23 de janeiro de 2009)

Heath Ledger entrou para a história do cinema com sua performance em Batman – O Cavaleiro das Trevas, uma das mais icônicas dos últimos anos. Mas sua atuação também inspirou coisas ruins. Em janeiro de 2009, Kim De Gelder, de 20 anos, pintou os cabelos de vermelho, aplicou uma maquiagem parecida com a do Coringa, e entrou armado num berçário em Dendermonde, na Bélgica. Segundo sites de notícias da época, ele esfaqueou 15 pessoas e matou três. Duas delas eram bebês com menos de um ano de idade. A outra vítima foi uma mulher de 54 anos, que trabalhava no lugar. O crime aconteceu exatamente um ano depois da morte de Heath Ledger. De Gelder confessou o crime e deve ir a julgamento no início de 2013.

7. Escola Ikeda (Japão, 8 de junho de 2001)

A escola Ikeda é uma instituição filiada à Universidade Osaka Kyoiku, no Japão. Em 2001, Mamoru Takuma, um homem de 37 anos que já havia trabalhado como zelador na escola, entrou no estabelecimento com uma faca. Ele feriu 15 pessoas e matou 8. Todas as vítimas eram crianças de 7 e 8 anos. Depois de ser preso, Takuma mostrou muita instabilidade mental, apresentou comportamento suicida, e chegou a dizer que preferia ter usado gasolina para ter matado mais pessoas. Ele foi executado em 2004.

6. École Polytechnique (Canadá, 6 de dezembro de 1989)

O pior caso de massacre de estudantes no Canadá aconteceu no final dos anos 80, na escola de engenharia da Universidade de Montreal. O responsável pela tragédia foi Marc Lepine, um homem de 25 anos, que “odiava feministas”. Segundo o relato do crime, ele entrou em uma sala da faculdade com um rifle semiautomático e uma faca de caça e ameaçou um grupo de estudantes de engenharia mecânica. Depois de expulsar os homens, enfileirou as 9 mulheres da turma e disse: “Estou lutando contra o feminismo. Vocês são mulheres, vocês serão engenheiras. Vocês são um bando de feministas”. E abriu fogo. Além das nove mulheres baleadas na sala de aula, outras 18 foram feridas nos corredores da faculdade. 13 morreram. Depois de 20 minutos de terror, Lepine se matou. O crime chamou atenção pela sua motivação misógina.

5. Massacre de Erfurt (26 de agosto de 2002)

Um dos ataques armados a escola que mais chocou a população alemã terminou com 17 mortos e outras sete pessoas feridas em 2002. Tudo graças ao plano de vingança de Robert Steinhäuser, um ex-aluno que havia sido expulso um ano antes da Escola Gutenberg por falsificar documentos. O jovem, que tinha 19 anos na época do crime, entrou na escola com roupas de ninja, uma máscara e duas armas, e atirou em diversos professores que encontrou pelo caminho. Só parou quando um dos professores o enfrentou e conseguiu encurralá-lo em uma sala de aula. Lá dentro, Robert se matou.

4. Escola Sandy Hook (13 de dezembro de 2012)

O estado de Connecticut não exige nenhum tipo de permissão oficial para a posse de rifles ou pistolas. A única “exigência” feita é que o comprador seja maior de 21 anos. Esta lei controversa foi apontada pela imprensa como um dos fatores que possibilitaram o crime de Adam Lanza. Uma seção do site da Casa Branca aberta aos cidadãos mostra a reação ao caso: uma petição exigindo maiores restrições ao porte de arma já tem mais de 120 mil assinaturas. Propostas com mais de 25 mil assinaturas tem resposta garantida do governo federal, que precisa se posicionar a favor ou contra.

3. Universidade Virginia Tech (16 de abril de 2007)

Nenhum outro ataque a escolas terminou com tantas vítimas quanto este, que aconteceu na Universidade Virginia Tech em 2007. Segundo notícias da época, o estudante Cho Seung-hui demonstrava sinais de instabilidade emocional e perseguia duas colegas da faculdade. O jovem já havia recebido uma advertência pelo comportamento meses antes. Mas não era nada comparado ao que ele fez no dia 16 de abril. Cho Seung-hui matou dois estudantes no dormitório da universidade. Em seguida, voltou para seu quarto e gravou um vídeo confessando o crime. Cerca de 20 minutos depois, entrou em um prédio de aulas, trancou todas as portas e atirou em todo mundo que encontrou no caminho. Ao todo, 32 pessoas morreram.  A polícia só conseguiu entrar no prédio 10 minutos depois. Mas o jovem se matou assim que foi encontrado pelos policiais.

2. Massacre de Realengo (7 de abril de 2011)

Um dos casos mais famosos no Brasil deu força à luta contra o bullying por aqui. É que os maus tratos por parte dos colegas são apontados como a principal causa dos crimes cometidos por Wellington Menezes de Oliveira. O jovem, que tinha problemas psicológicos e poucos amigos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, na periferia do Rio de Janeiro, identificando-se como um palestrante. Dentro de uma sala de aula, disparou mais de 100 tiros contra vários alunos, com a intenção de imobilizar os meninos e matar as meninas. Um policial que patrulhava a região foi avisado por um dos estudantes que ficou ferido e conseguiu alcançar Wellington, que se matou em seguida. Doze adolescentes morreram. Meninos e meninas. O crime recebeu uma vasta cobertura da imprensa, que divulgou fotografias e cartas deixadas por Wellington.

1. Columbine (20 de abril de 1999)

Nenhum outro caso ficou tão famoso quanto o dos dois jovens que mataram 13 pessoas no Instituto Columbine, nos Estados Unidos. Com armas compradas pela internet, Eric Harris e Dylan Klebold entraram na escola onde estudavam e dispararam várias vezes contra outros alunos. No final do ataque, os dois se mataram. Além da dupla, 12 pessoas morreram e outras 25 pessoas ficaram feridas. O caso inspirou uma discussão a respeito da cultura das armas nos Estados Unidos, abordado no documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore, e produções como o filme Elefante, de Gus Van Sant e o seriado American Horror Story. Além da repercussão internacional, os crimes também foram citados em depoimentos de outros adolescentes que mataram pessoas em escolas, inclusive alguns citados nesta lista.











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