02.01.2017 | 19h20


DECRETOU AUDITORIA

Emanuel diz que nem todo orçamento resolve o problema da Saúde

Cerca de 500 mil pessoas dependem da Saúde Pública em Cuiabá, que, segundo o prefeito, “não têm para onde correr”


DA REDAÇÃO

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) determinou uma auditoria administrativa no Pronto-Socorro de Cuiabá.

A medida, que está entre os 13 decretos assinados na manhã desta segunda-feira (2), visa a descobrir por que não há investimento, segundo ele, que resolva o problema da Saúde Pública da Capital.  

“Até quando vai isso? Qual o modelo estamos usando? Se não colocarmos o dedo na ferida e enfrentar este problema, podem colocar os R$ 2,4 bilhões lá dentro [do Pronto-Socorro] que não vai resolver a Saúde", afirmou.

O prefeito disse que os repasses para o setor saltaram de 23% para 31%, no último ano do Governo Mauro Mendes (PSB), sem que houvesse melhoria significativa no atendimento à população.

“Até quando vai isso? Qual o modelo estamos usando? Se não colocarmos o dedo na ferida e enfrentar este problema, podem colocar os R$ 2,4 bilhões lá dentro [do Pronto-Socorro] que não vai resolver a Saúde", afirmou.

Emanuel Pinheiro também explicou que a auditoria é uma forma de demonstrar a sua "angústia com o setor de Saúde”. 

Cerca de 500 mil pessoas dependem da Saúde Pública em Cuiabá, que, segundo o peemedebista, “não têm para onde correr”.

“Quem tem condições manda para São Paulo, para Brasília. E, agora, quem não tem?”, observou.

Em seu primeiro dia como chefe do Executivo cuiabano, ele prometeu “corresponder à expectativa da população e apressar os atendimentos”, tanto do Pronto-Socorro como do Hospital São Benedito.

Decretos                                                                                                            

Além do decreto que prevê a auditora na Saúde, Emanuel Pinheiro também determinou revisão nos contratos de concessão mantidos pelos municípios com a CAB Cuiabá, e a licitação que privatiza os serviços da iluminação pública, no valor de R$ 712 milhões.

Ele também suspendeu a licitação do transporte coletivo, pois as cláusulas não previam a integração de serviços de transportes alternativo.

Outra medida foi a retomada do projeto Bom de Bola, Bom de Escola.

O projeto foi implantado na gestão de Roberto França e oferecia escolinha de futebol, além de aulas de reforço escolar, acompanhamento psicológico e lanches a pelo menos cinco mil crianças.











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