16.05.2018 | 11h41


PRESO DESDE 2015

TJ nega pedido de liberdade a advogado acusado de matar empresário

De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça, o advogado deve permanecer preso até ser julgado, para garantir a segurança pública, visto que o crime contou com requintes de crueldade.


DA REDAÇÃO

O desembargador Luiz Ferreira da Silva negou o habeas corpus do advogado Wagner Rogério Neves de Souza da Silva, preso desde outubro de 2015, foi negado. Ele é acusado de participar do assassinato do  empresário Douglas Wilson Ramos, de 28 anos, em setembro de 2015, em Cuiabá.

De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça, o advogado deve permanecer preso até ser julgado, para garantir a segurança pública, visto que o crime contou com requintes de crueldade.

“E tais afirmações têm pertinência, porquanto, a princípio, a autoridade acoimada de coatora justificou a necessidade da medida extrema para a garantia da ordem pública, diante do modus operandi audaz e gravoso supostamente empregado pelo paciente”, diz trecho da decisão.

O advogado responde ao processo detido no Centro de Custódia da Capital (CCC). Conforme as investigações, Douglas foi sequestrado de dentro de sua empresa localizada na Avenida Arquimedes Pereira Lima, depois foi assassinado a tiros.

Wagner é acusado pelos crimes de homicídio qualificado, roubo circunstanciado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada.

Ele também é réu pelo assassinato do traficante Anderson Ribeiro Taques, de 34 anos. O crime ocorreu em novembro de 2014, no Bairro Morada do Ouro II, em Cuiabá. 

O advogado é apontado como um dos líderes de uma facção criminosa de tráfico de drogas que atua em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O caso

Douglas Ramos foi sequestrado no dia 24 de setembro, dentro da empresa dele na Estrada do Moinho. Na ocasião, três bandidos invadiram o estabelecimento comercial, renderam funcionários e obrigaram o empresário a entrar, com as mãos amarradas, no porta-malas do próprio carro, uma BMW. O corpo de Douglas foi encontrado após 13 dias, na noite de 5 de outubro.

Devido ao estado de decomposição, a identidade do corpo encontrado só foi confirmada no dia 10 de outubro, pelo Instituto Médico Legal (IML).

Antes mesmo da confirmação da identidade do corpo, a polícia já havia apontado Nilton César da Silva, (que era concunhado e ex-sócio de Douglas em um loja de venda de cimentos),como o principal suspeito do crime. 

O ex-sócio de Douglas também chegou a ser intimado duas vezes para depôr sobre o caso, mas não foi encontrado. Depois, ele chegou a ser abordado por policiais, mas conseguiu fugir. Desde então, sua localização era desconhecida.

 

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