09.08.2018 | 17h57


MAUS-TRATOS

Professora é indiciada por ameaçar cortar línguas de bebês em berçário

A polícia colheu provas e depoimentos sobre os maus-tratos da mulher que trabalhava no berçário municipal como servidora concursada de Sorriso.



Uma professora concursada da Prefeitura Municipal de Sorriso (420 km ao Norte), é acusada de maltratar crianças de um berçário público e foi indiciada pela Polícia Judiciária Civil pelos crimes de maus-tratos e ameaça.

A denúncia feita à polícia era de que ela dizia às crianças e bebês que iria cortar a língua deles.

O inquérito, instaurado no mês de julho, foi concluído e relatado pelo delegado Nilson André Farias de Oliveira, nesta quinta-feira (09). Os autos serão encaminhados ao Ministério Público para medidas cabíveis na fase processual.

Nas diligências foram colhidas provas testemunhais que apontavam a veracidade dos fatos. Em depoimento, vários pais e estagiários ouvidos também confirmaram o ocorrido.

A mulher trabalhava no berçário 01, que atende crianças de seis meses a um ano de idade. Agindo sempre sem paciência e gritando. A professora impedia as auxiliares de sala de dar colo e carinho aos bebês.

Também foi constatado que as crianças tinham receio dessa professora, a qual afogava os bebês embaixo d'agua. No momento que viam que as crianças não aguentavam mais, eram retiradas da água.

Os relatos ainda revelam tapas com força que faziam as crianças gritarem de dor. Os “corretivos” aplicados pela professora ocorriam em um biombo, para que os outros profissionais não pudessem ver. Porém, eles relataram que ouviam o que acontecia.

Após a denúncia, a Prefeitura afastou a mulher do berçário, que foi colocada para trabalhar em outra escola com crianças maiores, a fim de preservar a integridade física dos bebês.

“Mesmo achando estranho o comportamento, uma das testemunhas alegou que imaginaria que não passaria de castigo, até o dia que presenciou a professora impaciente, ao dar banho em um dos bebês. Ela deixou a criança embaixo da torneira, sacudindo, até que começasse a se afogar”, disse o delegado, Nilson André Farias de Oliveira.

Com a conclusão do inquérito policial, a professora foi indiciada pelos crimes de maus-tratos e ameaça.











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