12.01.2018 | 09h30


BÊBADA E SEM CNH

Polícia identifica motorista travesti que matou idoso e invadiu policlínica com carro

Segundo levantamentos da Deletran, a travesti dirigia o veículo quando perdeu o controle, bateu no meio-fio e atropelou o idoso, deixando também com ferimentos leves uma mulher, que buscava atendimento na Policlínica.



A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) identificou a travesti Igor Gomes Mulato, que utiliza o nome social de Giovanna, como motorista do veículo Kia Soul que atropelou o idoso Benedito Castravechi, 66 anos, depois de invadir o pátio da Policlínica do Planalto, no começo da manhã de quinta-feira (11).

Ela vai responder por homicídio culposo, por dirigir sem habilitação e se for confirmado estar sob efeito de álcool também responderá por embriaguez ao volante.

Segundo levantamentos da Deletran, Giovanna dirigia o veículo quando perdeu o controle, bateu no meio-fio e atropelou o idoso, deixando também com ferimentos leves uma mulher, que buscava atendimento na Policlínica.

O idoso chegou a ser socorrido com vida pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu antes de dar entrada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

No carro que atropelou o idoso havia cinco pessoas e três delas fugiram do local.

Conforme o delegado Christian Alessandro Cabral, Giovanna estava no carro na companhia da irmã, que é namorada do dono do veículo, identificado por Anderson da Silva Amorim, ex-presidiário. Junto com eles estavam mais dois amigos de Anderson, que ainda não foram identificados.

Segundo a apuração, todos estavam na Tabacaria Havan, no bairro Sol Nascente e no deslocamento, sentido à Avenida Juliano Costa Marques, logo depois da rotatória, em frente à Policlínica, Giovanna foi tentar desviar de um buraco na pista, fez uma manobra rápida para esquerda e entrou na contramão.

"Como vinham carros no sentido contrário, rapidamente fez nova manobra para voltar para sua faixa de direção, e nesse momento perdeu o controle do veículo, colidiu em uma sargeta na sua faixa e o carro saiu desgovernado entrando no pátio da Policlínica", explicou.

Após a colisão, o lado do condutor ficou tombado para o solo e a parte dos passageiros para cima. Três dos passageiros saíram primeiro e fugiram, permanecendo no local Giovanna e sua irmã.

Segundo elas, ao saírem do carro, Giovanna chegou a falar para pessoas no local que era a condutora, mas uma mulher que também foi ferida no acidente, a interpelou  e disse que era um rapaz. Então, elas aproveitaram a dúvida levantada e, no primeiro momento, contaram aos policiais que eram passageiras, que não conheciam os outros ocupantes e muito menos o condutor. Elas afirmaram terem pego carona.

"Durante as investigações apuramos que, de fato, quem estava dirigindo era Giovanna. O Anderson, dono do veículo, estava altamente alcoolizado e por essa razão confiou a direção do veículo a Giovanna, que além de ser inabilitada, também estaria sob efeito de álcool. Mas ela não confessou ter feito ingestão de álcool. Testemunhas afirmam que ela consumiu álcool no estabelecimento que estiveram antes do acidente",  finalizou o delegado.

A delegacia também requisitou perícia no local e exame de alcoolemia na condutora. Foi apreendido um aparelho celular contendo conversas dos envolvidos sobre o acidente, que será enviado à perícia. 

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