19.06.2017 | 09h10


INIMIGO ÍNTIMO

Mulher é torturada, mantida em cárcere e estuprada pelo ex-marido

O homem forçou relação sexual com a vítima, enquanto a ameaçava com uma faca. Ele também usou um fio de rede elétrica para asfixiá-la e trancou todas as saídas da casa


DA REDAÇÃO

A Polícia Militar prendeu Claudio Roberto de Araújo Soriano, 44 anos, no domingo (18), por ser acusado de torturar, manter em cárcere privado e estuprar a ex-mulher no bairro Parque Cuiabá, na Capital. A vítima, de 39 anos, conseguiu fugir por um matagal e pedir ajuda em uma Base da PM.

A vítima havia se separado do homem há alguns dias, porém, ainda estava na casa. De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões começaram no final da tarde do sábado (17). Conforme relatos da vítima, o agressor fez consumo de bebidas alcoólicas e com uma faca a obrigou a manter relação sexual, sobre fortes ameaças.

Ainda segundo a vítima, além de a ferir com a faca, o agressor ainda usou um fio de rede elétrica com o qual amarrou seu pescoço e a asfixiou. Ela conta que Claudio amarrou todas as janelas com fios de eletricidade para que ela não saísse da casa.

A mulher conseguiu fugir num primeiro momento, por um matagal da região, mas foi recapturada e agredida pelo ex-marido, que a trancou novamente.

Por volta das 13h de domingo,  a  vítima se aproveitou de um momento de distração do agressor e conseguiu fugir até a 2ª Companhia da PM do bairro, onde pediu socorro. O Agressor foi algemado e encaminhado para a Central de Flagrantes (Cisc), do bairro Planalto.

O caso foi registrado como estupro, tortura para provocar ação ou omissão de natureza criminosa e lesão corporal.

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), da Polícia Civil, acompanha o caso.

Monstros em casa

Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) revelam que 24 mulheres foram assassinadas de janeiro a abril deste ano, em Mato Grosso. Além de motivos banais, as execuções são causadas por rixas, dívidas relacionadas ao tráfico de drogas, e principalmente, violência doméstica.

De acordo com a delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato tem origem em pequenas agressões.

“A violência doméstica tem seu auge no feminicídio. É uma tragédia anunciada. Às vezes a mulher tem uma dependência emocional, financeira, psicológica e aceita o relacionamento. É tão cruel, que em casos extremos a mulher perde até a própria identidade”, relata.

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