06.12.2017 | 11h55


SAIU DA CADEIA HÁ 2 MESES

MPE pede nova prisão de pastor acusado de estuprar meninas em Cuiabá

Paulo foi preso no dia 12 de abril por policiais militares que estavam em rondas quando viram duas garotas – A.N.A.S., de 11 anos, e C.A.S., 16 anos – sendo deixadas pelo pastor em um matagal na Avenida das Torres, próximo ao Jardim Itália, em Cuiabá.


DA REDAÇÃO

O promotor Marcos Regenold Fernandes, coordenador Núcleo de Apoio para Recursos (Nare) do Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que determinou a liberdade do pastor Paulo Roberto Alves, de 52 anos, acusado de estuprar uma menina de 11 anos e uma adolescente de 16 anos, em Cuiabá.

O membro do MP afirma que mesmo o acusado não tendo antecedentes criminais, ele ainda apresenta perigo devido a seu poder de argumentação e influência.  

Paulo foi preso em abril deste ano e obteve liberdade em 11 de outubro por decisão da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJTM) que teve o entendimento de que por ele não ter antecedentes criminais poderia ter a pena substituída por medidas cautelares alternativas.

O caso

No dia 12 de abril policiais militares que estavam em rondas viram quando duas garotas – A.N.A.S., de 11 anos, e C.A.S., 16 anos – foram deixadas pelo pastor em um matagal na Avenida das Torres, próximo ao Jardim Itália, em Cuiabá.

O pastor fugiu ao perceber que estava sendo monitorado pela Polícia Militar, mas foi preso em seguida. Ao serem questionadas pelos militares, as meninas confirmaram que conheciam Paulo e que saíram com ele para manter relação sexual em troca de dinheiro.

O pastor, que já foi candidato a vice-prefeito por Cuiabá, foi acusado de estuprar as garotas que teriam recebido R$ 150 pelo programa.

A adolescente de 16 anos ainda relatou que, após ter visto a viatura, o pastor ligou para ela oferecendo mais R$ 200 para que o ocorrido não fosse relatado.

Ele foi detido e encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foi reconhecido pelas vítimas. O pastor passou por uma audiência de custódia no Fórum da Capital onde teve a prisão preventiva decretada e depois de seis meses preso em regime fechado, teve a reversão da pena.

Durante todo o processo o pastor sempre alegou inocência e se dizia perseguido pela igreja e que tudo era armação contra ele.

Persuasão pela internet

Após 50 dias fora da prisão, o pastor gravou um vídeo e compartilhou no Facebook agradecendo todo o apoio que recebeu da comunidade evangélica durante o período em que ficou preso e disse, novamente, ser inocente.

Na gravação, ele explica que o vídeo foi uma alternativa encontrada para responder às centenas de mensagens recebidas.

“Não é desdenho da minha parte, mas só agora recebi mais de 180 mensagens enquanto fui ali pentear o cabelo. Então não tem como responder. Este vídeo é para responder a todos”, afirmou o pastor.

No vídeo ele também afirma que vai viajar pelo Estado realizando milagres.

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