16.05.2018 | 15h00


PLÁSTICA PARA TODOS

Médicos de clínica não possuem licença; cuiabana morreu em lipoescultura

Daniele Bueno foi submetida a lipoescultura e redução dos seios. Ela teria pago R$ 50 para entrar no programa e outros R$ 50 para fazer a consulta médica. Tudo via Whats APP e Facebook


DA REDAÇÃO

A presidente do Conselho Regional de Medicina em Mato Grosso (CRM), Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, afirmou ao que em Mato Grosso há dois médicos cadastrados no programa Plástica para Todos, mas ambos não têm licença para operar como cirurgiões plásticos no Estado. O CRM ainda apura quais são os profissionais envolvidos nas cirurgias de Daniele Bueno, que morreu em Cuiabá, no último domingo (13), após fazer lipoescultura e mamoplastia pelo programa. Os nomes não foram revelados para não atrapalhar a investigação.

“Nessa empresa, Plástica para Todos, tem dois médicos, que atuam e atendem no consultório, que estão inscritos no CRM de Mato Grosso, no qual não têm especialidade registrada em cirurgia plástica em MT”, explicou a presidente ao .

Daniele foi submetida às cirurgias no Hospital Militar, em Cuiabá. Ela sofreu parada cardíaca e foi transferida para o Hospital Sotrauma porque a unidade em que estava não tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O CRM abriu sindicância para investigar as duas unidades.

“Nessa empresa, Plástica para Todos, tem dois médicos, que atuam e atendem no consultório, que estão inscritos no CRM de Mato Grosso, no qual não têm especialidade registrada em cirurgia plástica em MT”, explicou a presidente do CRM.

“Estamos solicitando os prontuários para ver quais foram os médicos envolvidos com a assistência da vítima. Nessa equipe temos o cirurgião principal, o auxiliar, os anestesistas e precisamos avaliar toda equipe, a qual ainda não sabemos qual é”, informou a presidente do CRM.

Plástica para todos

De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria pago R$ 50 para entrar no programa chamado 'Plástica Para Todos' e outros R$ 50 para fazer a consulta médica. A mulher teria ingressado no programa pór meio de grupos de WhatsApp e Facebook que oferecem cirurgias plásticas com preços bem abaixo do comum. As informações são de que pelos dois procedimentos cirurgicos, Daniele teria pago cerca de R$ 7 mil.

Investigação

A morte é investigada pela delegada Juliana Palhares, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O caso também é acompanhado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que afirmou que preza por critérios de execução, em cirurgias plásticas, que maximizem a segurança do paciente.

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