13.03.2018 | 09h00


FALSA MÉDICA

Mandante do assassinato de prefeito falsificou documentos para conseguir diploma

Entre os anos de 2006 a 2007, a denunciada usou documento público falso para obter a transferência do curso de Medicina oferecido pelo InstitutoTocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda para a Universidade de Iguaçu (UNIG), no Estado do Rio de Janeiro.



Yana Fois Coelho Alvarenga apontada como mandante do assassinato do ex-prefeito de ex-prefeito de Colniza (860 km de Cuiaabá) Esvandir Antônio Mendes, agora é acusada pelo Ministério Público do Estado (MPE) por exercício ilegal da profissão, por ter falsificado documentos para conseguir o diploma de médica e em seguida, ter apresentado certificado irregular de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria, para conseguir atender no  Hospital Municipal André Maggi. 

Segundo o MPE, a ação partiu de nova denúncia oferecida na sexta-feira (9) contra a falsa médica. Yana já havia sido denunciada pelos crimes de  falsidade ideológica e uso de documento falso. A acusada, que  também responde por participação na morte do ex-prefeito, está presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

De acordo com a nova denúncia do MPE, Yana Fois Coelho Alvarenga exercia a profissão de médica  sem autorização legal, já que uma períca constatou que entre os anos de 2006 a 2007, a denunciada usou documento público falso para obter a transferência do curso de Medicina oferecido pelo InstitutoTocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda para a Universidade de Iguaçu (UNIG), no Estado do Rio de Janeiro.

Durante as investigações, o MPE teve acesso a ofícios expedidos pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda, em julho de 2007, informando à Universidade de Iguaçu (UNIG) que os documentos utilizados pela referida acadêmica para efetivar a transferência  foram adulterados grosseiramente. Além de ter sido reprovada em quase todas as disciplinas do curso, consta na denúncia, que ela havia desistido da graduação  antes da transferência para o Estado do Rio de Janeiro.

Ainda, segundo o MPE, em março de 2008, o reitor da Universidade de Iguaçu expediu portaria, confirmando a  desconstituição de colação de grau de Yana Fois Coelho, com a consequente invalidação do diploma de médica. O fato foi, inclusive, comunicado ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

“A denunciada se utilizou o siploma invalidado, para o exercício ilegal da medicina, no Hospital Municipal André Maggi, entre os anos de 2015 a 2017, laborando, inclusive, no dia em que o então Prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, veio a óbito”, destaca a denúncia.











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