12.06.2018 | 19h07


BISTURI FATAL

Laudo aponta conduta criminosa em morte de esteticista no 'Plástica Para Todos'

Daniele Bueno morreu há um mês após realizar cirurgias de lipoescultura e mamoplastia, no Hospital Militar, em Cuiabá. Ela sofreu parada cardíaca e hemorragia.


DA REDAÇÃO

A delegada Alana Cardoso - da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHHP) – afirmou, na tarde desta terça-feira (12), que um laudo do Instituto de Médico Legal (IML) aponta conduta criminosa na morte da esteticista Daniele Bueno, aponta cirurgias de lipoescultura e mamoplastia, no Hospital Militar, em Cuiabá. Alana enfatizou que o caso não foi uma fatalidade.

Alana explica, no entanto, que o documento não identifica erro médico durante os procedimentos.  Uma investigação irá apurar detalhes do caso.

 “O laudo me traz indício de que há uma responsabilidade no campo criminal. Precisamos buscar agora toda documentação possível para analise, além do auxílio técnico que é necessário”, destaca a delegada.

Com o resultado do laudo, o próximo ‘passo’ será abertura de inquérito para investigar a morte que ocorreu no dia 13 de maio, na Capital. Porém, neste primeiro momento, ninguém será ouvido pela polícia.

“Ainda vamos precisar do suporte de especialistas, como cirurgiões, por exemplo. O que sabemos até agora é que não foi uma fatalidade. Nós ainda não ouvimos ninguém. As oitivas são menos importantes [neste momento]”, defendeu a delegada da DHPP.

O diretor do IML, João Marcos contou que “é inerente em uma lipoaspiração à queda do nível de hemoglobina, sendo que isso faz parte do aceitável e é compatível com a vida”, mas nos parâmetros em que Danielle foi recebida no Hospital Sotrauma, na Capital, mostra que ela sofreu uma hemorragia acima do suportável pelo corpo.

“Nos pós-operatório imediato ela já teve a parada cardíaca tendo uma evolução muito ruim até a fatalidade. Não houve perfuração de nenhum órgão. O que a gente consegue fazer através do laudo é estabelecer um link direto procedimento cirúrgico e óbito. Ou seja, se ela não tivesse feito a lipoaspiração não teria morrido”, afirmou.

Daniele pagou cerca de R$ 7 mil para realizar os dois procedimentos pelo programa Plástica para todos.

Plástica para todos

De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria pago R$ 50 para entrar no programa chamado 'Plástica Para Todos' e outros R$ 50 para fazer a consulta médica. A mulher teria ingressado no programa por meio de grupos de WhatsApp e Facebook que oferecem cirurgias plásticas com preços bem abaixo do comum. 











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