16.04.2018 | 07h00


NEGOU LIBERDADE

Juiz marca julgamento de mulher e amante que mataram policial militar

Deise Ribeiro e o suposto amante Valdeir Francoso serão julgado no dia (25) deste mês.


DA REDAÇÃO

O juiz Evandro Juarez Rodrigues, da 2ª Vara Criminal e Cível de Peixoto de Azevedo (691 km de Cuiabá), negou liberdade aos réus Deise Ribeiro de Oliveira e o suposto amante Valdeir Santana Francoso. Ambos são apontados como executores do Policial Militar Moshe Dayan Simão Kaveski, de 28 anos, em dezembro.

Ao negar o pedido de soltura do casal, o juiz também marcou a data em que eles serão julgados – na quarta-feira (25) deste mês. A decisão é da última terça-feira (10).

A defesa de Deise alegava, dentre outras coisas, a falta de provas que apontavam envolvimento dela no crime. De acordo com as Polícias Militar e Civil, Deise simulou um latrocínio – roubo seguido de morte – ao chegar com o marido em casa.

Ela teria usado a própria arma do policial, que estava em sua bolsa, para matá-lo com dois tiros na cabeça, enquanto ele tirava o cachorro do casal da corrente.

Reprodução

Deise Ribeiro Moshe

Deise é apontada como autora dos tiros que mataram o militar.

Valdeir Françoso foi apontado pelo delegado responsável pelas investigações e pelo Ministério Público, como participante no crime bárbaro, sendo a denúncia acatada pela Justiça, que expediu o mandado de prisão.

A arma usada no crime foi localizada em local indicado por Valdeir, uma casa em União do Norte. Uma testemunha apontou que ele tinha um caso amoroso com Deise e ambos teriam tramado a execução do militar.

Ele chegou a fugir do Distrito União do Norte, onde aconteceu o assassinato, porém foi preso em 12 de fevereiro.

A audiência de julgamento foi designada para o dia 25, às 16 horas.

Reprodução

policial militar Moshe Dayan Simão Kaveski

Moshe foi morto com tiros na cabeça com a própria arma.

O caso

O assassinato aconteceu por volta de 20h, quando o militar estava chegando em casa com a esposa, em uma motocicleta.

Depoimento de uma testemunha é 'peça chave' nas investigações que estão em andamento. Ela afirma que viu V.S.F. perguntando se o policial estava com a arma no local, porém, o militar afirmou que a arma dele estava com a esposa.

A testemunha também disse que naquela noite, o militar havia agredido a mulher com um soco na barriga. A testemunha ainda relatou um suposto caso amoroso entre os suspeitos.

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