22.05.2019 | 15h02


NESTA QUINTA

Homem que matou ex com tijoladas na cabeça em Cuiabá vai a júri popular

A vítima foi asfixiada, espancada e morreu em decorrência de traumatismo crânioencefálico. O crime aconteceu em maio de 2017.



Welington Fabrício de Amorim Couto será julgado pela morte da ex-namorada Dineia Batista Rosa em sessão do Tribunal do Júri, na quinta-feira (23), no Fórum de Cuiabá. Réu confesso, ele responderá pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe (sentimento de posse), emprego de meio cruel (asfixia com cabo de energia elétrica), mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (rompimento de grade e porta) e feminicídio, em razão de a vítima ser do sexo feminino, no âmbito da violência doméstica e familiar.

O crime aconteceu em maio de 2017, no bairro Serra Dourada. A vítima foi asfixiada, espancada e morreu em decorrência de traumatismo crânioencefálico, porque ele a matou com uma tijolada na cabeça.

De acordo com o Ministério Público, Dineia e Welington tiveram um relacionamento amoroso por aproximadamente um ano e oito meses e se separaram em novembro de 2016. O denunciado não aceitou o fim da relação, passou a perseguir a vítima e ameaçá-la.

“Amedrontada com as ameaças do denunciado, bem como com o fato de ele já ter sido condenado por ter praticado o crime de homicídio contra a ex-convivente, a vítima registrou diversos boletins de ocorrência noticiando as violências sofridas”, narra a denúncia.

No dia 23 de março de 2017, Dineia registrou um novo boletim de ocorrência informando o descumprimento da medida protetiva determinada pela Justiça, e procurou o MPMT, que requereu a prisão preventiva de Welington em 31 de março. Em 20 de maio, cinco dias após tomar conhecimento de que tinha sido decretada sua prisão em razão do descumprimento da medida protetiva, o denunciado foi à residência da vítima simulando que a ajudaria na limpeza da casa nova da mãe dela, no bairro Serra Dourada, onde ocorreu o crime.

Dineia, o filho, a mãe e o ex-namorado se deslocaram para a área do assassinato. Ao ficar sozinho com a vítima, o assassino deu início ao plano de matar a mulher. Ainda conforme a denúncia, para imobilizar a vítima ele pegou um cabo de energia elétrica, que carregava no bolso e passou a asfixiá-la. Na sequência, “deferiu diversos murros na face da vítima e, quando ela já se encontrava no chão do banheiro, deu-lhe múltiplos golpes de tijolo no rosto”.

Quando retornaram, a mãe e o filho de Dineia encontraram Welington ensanguentado, fora da residência. Preocupada, a mãe Terezinha Pinto da Silva ligou para o filho Ednei da Silva Rosa e contou o ocorrido. Ao chegar no local, o irmão encontrou a vítima já morta. O assassino fugiu, mas foi preso em flagrante e confessou o crime. Em março de 2018 foi pronunciado e encaminhado para julgamento pelo Tribunal do Júri. Atualmente Welington está preso preventivamente no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).











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