23.05.2019 | 20h30


REGIME FECHADO

Homem que matou ex a tijoladas na cabeça é condenado a 17 anos de prisão

O Juri Popular de Wellington Fabricio de Amorim Couto ocorreu no Fórum de Cuiabá, nesta quinta-feira (23). Ele foi sentenciado pelo assassinato de Dineia Batista Rosa.


DA REDAÇÃO

O Tribunal do Juri de Cuiabá condenou, na tarde desta quinta-feira (23), Wellington Fabricio de Amorim Couto a 17 anos de cadeia, em regime fechado, pelo assassinato da ex-namorada Dineia Batista Rosa. Ele ainda pode recorrer da condenação.

O crime aconteceu em maio de 2017, no bairro Serra Dourada, na Capital. A vítima foi asfixiada, espancada e morreu em decorrência de traumatismo crânioencefálico, porque ele a matou com tijoladas na cabeça.

De acordo com o Ministério Público, Dineia e Welington tiveram um relacionamento amoroso por aproximadamente um ano e oito meses e se separaram em novembro de 2016. O denunciado não aceitou o fim da relação, passou a perseguir a vítima e ameaçá-la.

“Amedrontada com as ameaças do denunciado, bem como com o fato de ele já ter sido condenado por ter praticado o crime de homicídio contra a ex-convivente, a vítima registrou diversos boletins de ocorrência noticiando as violências sofridas”, destaca a denúncia.

Réu confesso, o MP pediu a condenação de Wellington por prática de homicídio qualificado por motivo torpe (sentimento de posse), emprego de meio cruel (asfixia com cabo de energia elétrica), mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (rompimento de grade e porta) e feminicídio, em razão de a vítima ser do sexo feminino, no âmbito da violência doméstica e familiar.

O advogado de acusação Jônatas Peixoto afirmou que a família considerou a pena satisfatória e deixou o Fórum de Cuiabá com a sensação de que a Justiça foi feita.

“A defesa [do réu] tentou sustentar por inimputabilidade ao dizer que o réu no momento do crime não abstraia sobre a realidade do crime, mas não logrou êxito. Os jurados entenderam, de forma diversa, condenando o Wellington. A família sai daqui com a justiça feita e entende que satisfatoriamente  17 anos é plausível em consideração ao crime cometido”, declarou.

“Achei plausível a fala do Policial Civil que declarou nunca ter visto um caso tão violento quanto este. Essa é a frase que fica em relação ao crime de hoje”, acrescentou.

O prazo para que o condenado recorra da sentença já está valendo. O advogado avalia que Wellington Fabricio vai entrar com recurso na instância superior contra o julgamento. 

O crime

No dia 23 de março de 2017, Dineia registrou um novo boletim de ocorrência informando o descumprimento da medida protetiva determinada pela Justiça e procurou o MPMT, que requereu a prisão preventiva de Welington em 31 de março.

Em 20 de maio, cinco dias após tomar conhecimento de que tinha sido decretada sua prisão em razão do descumprimento da medida protetiva, o denunciado foi à residência da vítima simulando que a ajudaria na limpeza da casa nova da mãe dela, no bairro Serra Dourada, onde ocorreu o crime.

Dineia, o filho, a mãe e o ex-namorado se deslocaram para a área do assassinato. Ao ficar sozinho com a vítima, o criminoso deu início ao plano de matar a mulher. Ainda conforme a denúncia, para imobilizar a vítima ele pegou um cabo de energia elétrica, que carregava no bolso, e passou a asfixiá-la. Na sequência, “deferiu diversos murros na face da vítima e, quando ela já se encontrava no chão do banheiro, deu-lhe múltiplos golpes de tijolo no rosto”.

Quando retornaram, a mãe e o filho de Dineia encontraram Welington ensanguentado, fora da residência. Preocupada, a mãe Terezinha Pinto da Silva ligou para o filho Ednei da Silva Rosa e contou o ocorrido. Ao chegar no local, o irmão encontrou a vítima já morta.

Welington está preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).











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