23.05.2019 | 18h00


ASSÉDIO SEXUAL

Faculdade que demitiu professor segue página de garotas de programa

Conforme a instituição La Salle há a possibilidade de a conta no Instagram ter sido hackeada. A faculdade já deixou de seguir a página pornográfica


DA REDAÇÃO

O perfil de divulgação da Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde (a 333 km de Cuiabá), foi flagrado por internautas seguindo uma página de pornografia na rede social Instagram. A denúncia coincidiu com o afastamento e demissão do defensor público Gonçalbert Torres de Paula, que dava aulas no curso de Direito da instituição, mas foi acusado de assediar duas alunas.

A página pornô em questão, se denomina 'Mansão das Coelhinhas' e é alimentada com fotos de mulheres seminuas e, em algumas postagens, com telefones que seriam de garotas de programa.

Em contado com o , a instituição confirmou que realmente o perfil estava seguindo a página de pornografia, porém o fato não tem relação com a primeira denúncia, sobre o professor.

Conforme a instituição, há possibilidade da conta ter sido hackeada. A faculdade também deixou de seguir a página pornográfica.

“Esse perfil é usado para divulgação de da faculdade. Nós seguimos alunos, professores, pessoas da comunidade e infelizmente não temos controle sobre o que essas pessoas publicam. Nós enquanto instituição não concordamos com essa situação, mas nós estarmos seguindo, pode ser que o perfil possa ter sido hackeado. Uma vez que tivemos conhecimento, deixamos de seguir”, disse a assessoria da La Salle.

Também foi informado que, apesar do período das duas denúncias terem se coincidido, e a conotação sexual também, um caso não tem relação com o outro.

Assédio

Conforme noticiado pelo , o defensor público estadual e professor do curso de Direito, Gonçalbert Torres de Paula foi demitido, nesta quinta-feira (23). Ele havia sido afastado das funções na instituição após ter sido acusado de assediar duas alunas, seis dias antes.

Duas alunas teriam denunciado o professor. Ele é acusado de salvar contados das alunas, por meio de grupos de estudo no WhatsApp e passar a assediá-las com conversas de cunho sexual.

Nas mensagens ele chegava a pedir fotos delas sem roupa.

Mulheres solteiras e casadas seriam alvos do professor assediador.

Outras informações também apontam que o professor, em outras oportunidades, pedia carona “apenas para mulheres”, com da desculpa de estar com o carro estragado.

As alunas não quiseram se identificar, por medo. Em contato com a Polícia Civil, foi informado que nenhuma denúncia nesse sentido foi registrada pelas vítimas na delegacia da cidade.

A faculdade, por sua vez, disse que não compactua com esse tipo de situação e que os fatos estão sendo investigados.

A instituição também afirmou que Gonçalbert foi afastado assim que as denúncias chegaram ao conhecimento da unidade de ensino.

 

 











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Aderbal Ratzinger  24.05.19 08h51
Concordo que é errado a Instituição de Ensino seguir tal perfil de rede social e parabenizo pela rápida conduta em "deixar de seguir", mais a mesma não pode ser penalizada por atitude de outrem. Perfis virtuais se alteram rapidamente, aquele "seguido" passa o perfil para terceiro, altera fotos e etc. Porém, o que mais parece é uma tentativa do Professor-Defensor-Assediador de trocar o foco do seu caso. Queria ele demonstrar que faculdade compactua com sua deplorável conduta?

Responder

6
2
Matéria(s) relacionada(s):

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER