15.06.2018 | 11h30


PISTOLAGEM POR TERRAS

Ex-policial é condenado a 24 anos de prisão por duplo assassinato

A sentença é referente aos assassinatos dos irmãos Araújo, executados pelos pistoleiros Hércules Agostinho e Célio Alves.



O ex-soldado da Polícia Militar de Mato Grosso, Célio Alves de Souza foi condenado a 2​4 anos e oito meses de prisão, pelos assassinatos dos agricultores Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, ‘irmãos Araújo’. O ex-capitão Marcos Divino Teixeira da Silva foi absolvido por insuficiência de provas.

Ambos foram submetidos a júri popular que durou mais de 18 horas. A sentença foi lida pelo juiz Wagner Plaza Machado Júnior às 2h45 da madrugada desta sexta-feira (15).

As execuções dos irmãos Araújo foram motivadas pela disputa judicial pela área de uma fazenda em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

Entenda o caso

O primeiro crime aconteceu no dia 10 de agosto de 1999, onde Brandão foi surpreendido pelo pistoleiro Hércules Araújo Agostinho (Cabo Hércules), e executado a tiros de pistola em pleno Centro de Rondonópolis. O segundo crime foi em 28 de dezembro de 2000, onde José Carlos foi executado, também a tiros de pistola 9 mm, no estacionamento da agência central do Banco Bradesco, no centro de Rondonópolis. Em ambos os casos Célio Alves ajudou o pistoleiro Hércules Agostinho. 

Disputa por terra

A briga pela terra se deu por negócio mal sucedido entre José Carlos e Sérgio Marchett, realizado em 1988, cuja demanda até hoje se arrasta na Justiça.

O pistoleiro confesso, e já condenado, Hércules de Araújo Agostinho, apontou como mandantes dos crimes os proprietários da empresa ‘Sementes Mônica’, mesmos proprietários da Agropecuária Marchett LTDA, Sérgio João Marchett e sua filha Mônica Marchett, a qual inclusive chegou a ficar presa por alguns dias.

Uma das provas que incriminam diretamente os mandantes é a transferência de um veículo Gol, de propriedade da empresa “Mônica Armazéns Gerais LTDA” para um dos executores, o ex-soldado PM Célio Alves. O carro teria sido entregue como forma de pagamento pelas mortes, sendo que o pistoleiro Hércules ainda reconheceu o escritório da empresa como o local onde foi pegar a documentação do veículo.

Confissão

Os crimes começaram a ser desvendados em setembro de 2003 pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), quando o cabo da PM/MT Hércules, preso para responder pelo assassinato do empresário Sávio Brandão, confessou espontaneamente a participação no assassinato dos irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo.

‘Cabo Hércules’ não só assumiu os assassinatos dos irmãos de Rondonópolis, como participou da reconstituição dos crimes, apontou como co-executores o ex-soldado da PM/MT Célio Alves, o ex-sargento da PM/MT, José Jesus de Freitas (morto pelos acusados Hércules e Célio), o capitão da PM/MT, Marcos Divino, como também apontou a família Marchett como mandantes dos crimes.

Os mandantes

O inquérito policial concluiu como mandantes dos homicídios de Brandão e José Carlos, o empresário Sérgio Marchett e a filha Mônica Marchett.











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