09.02.2019 | 08h00


ASSASSINATO DE PROFESSORA

Delegado diz que comparsa ajudou empresário ocultar corpo

Por conta do estado de decomposição avançado não foi possível verificar lesões de arma de fogo, estrangulamento ou perfuração de faca.


DA REDAÇÃO

O delegado da Polícia Civil de Nova Mutum, Rodrigo Ruffato, afirmou que investiga a possibilidade do empresário Alessandro Lautclenguer, de 31 anos, ter tido a ajuda de um comparsa para esconder em um matagal o corpo da professora, sua ex-namorada, Rosangela da Silva, de 32 anos.

Em entrevista ao , Ruffato destacou que na investigação encontrou indícios de que, após matar a mulher, Alessandro ligou para um comparsa pedindo a ‘ajuda macabra’.

“Temos informações que ele solicitou apoio na ocultação do cadáver. O local onde encontramos o corpo, às margens da MT- 249, é de difícil acesso e, certamente, se fizesse sozinho, seria flagrado por outras pessoas”, destacou.

Rosangela estava desaparecida há 14 dias. O corpo foi encontrado na noite desta quarta-feira (7) por policiais civis. O delegado destacou que a causa da morte só vai ser descoberta após a conclusão do laudo dos agentes do IML de Sorriso, aonde o corpo foi encaminhado.

“Por conta do estado de decomposição avançado não foi possível verificar lesões de arma de fogo, estrangulamento ou perfuração de faca. O laudo deve ser concluído nas próximas semanas”, comentou.

Alessandro, que não aceitava o término do relacionamento, está preso em Foz do Iguaçu. Ele foi pego quando tentava fugir para o Paraguai, no dia 30. Sobre sua transferência para Nova Mutum, Ruffato explicou que já a solicitou por meio de ofício Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

O delegado destacou que segue trabalhando no inquérito o abastecendo de elementos para deixá-lo mais robusto. “Vamos indicia-lo pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver”, finalizou.

O CRIME

Rosangela estava desaparecida desde o dia 25 de janeiro quando foi vista discutindo com Alessandro no carro dele.

Após o sumiço da professora, familiares e amigos procuraram o ex-namorado que respondeu não saber do paradeiro dela.

Com o desaparecimento, a Polícia Civil iniciou as investigações. Nos interrogatórios, familiares e amigos da mulher contaram do relacionamento conturbado que os dois tinham. 

Sendo que Rosangela chegou a denunciar as ameaças de morte sofrida em um Boletim de Ocorrência. À época, a mulher conseguiu uma medida protetiva contra o empresário.

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