11.02.2019 | 20h00


QUEIMA DE ARQUIVO

Delegada quer ouvir família de empresário assassinado em Cuiabá

Apesar de considerar a hipótese de queima de arquivo prematura, a delegada responsável pelas investigações quer ouvir familiares da vítima para saber se o crime pode estar ligado ao esquema de corrupção.


DA REDAÇÃO

Familiares do empresário Wagner Florêncio Pimentel, 47 anos, assassinado na noite de sábado (9), serão ouvidos na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) nos próximos dias. 

O empresário usava tornozeleira eletrônica e era apontado pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) como líder de um esquema que sonegou em torno de R$ 140 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado de Mato Grosso.

A delegada Jannira Laranjeiras, responsável pelas oitivas, afirma que ainda é prematuro afirmar que o assassinato tenha relação direta com as investigações da Operação Crédito Podre, que prendeu Wagner e mais 15 pessoas por sonegação fiscal. 

No entanto, o depoimento dos familiares e pessoas do círculo de amizades do empresário é necessário para a polícia concluir se ele vinha sendo ameaçado. Há suspeita de que o caso seja uma “queima de arquivo”.

RepórterMT/Reprodução

homicídio Wagner Florencio Pimentel

O assassinato aconteceu no bairro Jardim das Américas.

A execução

O assassinato aconteceu dentro de um carro Renault Sandero no Bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. A hipótese de roubo pode ser deixada de lado em primeiro momento pelo fato de vários envelopes de R$ 1.600 em dinheiro terem sidos encontrados com a vítima. O carro também não foi roubado.

 No local, isolado e analisado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), também foram encontradas cinco cápsulas de pistola 9mm.

Operação Crédito Podre

Na primeira fase da operação, a Justiça bloqueou mais de R$ 1 bilhão de um grupo de 16 pessoas e empresas envolvidas em um esquema de sonegação de ICMS no Estado. 

RepórterMT/PJC

Operação crédito podre

Wagner é apontado como líder de uma quadrilha acusada de sonegar cerca de R$ 140 milhões em impostos.

Na investigação, foi descoberta a constituição de mais de 30 empresas de fachada  com a finalidade de simular operações internas de venda de grãos, para criação de créditos inidôneo de ICMS. Ou seja, elas documentavam toda a operação simulada como tributada, lançando o ICMS devido, mas o recolhimento não era feito.

Para consolidação da transação, os contadores emitiam notas fiscais pelas empresas de fachada a favor das empresas, especialmente, a Genesis e a Vigor, que procediam ao pedido de autorização de crédito de ICMS, que era protocolado na Secretaria de Fazenda. O sistema da Sefaz, denominado PAC/RUC-e, promove a validação formal do crédito, checando a emissão da nota fiscal de venda.

Com o crédito validado, a organização criminosa requeria a expedição do Registro de Utilização de Crédito (RUC). Este documento formal promove a compensação do crédito devido quando da venda interestadual. A mercadoria deixa o Estado sem proceder ao recolhimento do tributo incidente.

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(1) COMENTÁRIOS

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E agora josé?  11.02.19 23h39
Será que as coisas vão DESANDAR pro lado do AGRO?? Será que a CPI da sonegação vai mesmo sair lá de dentro da ALMT, ou será engavetada como todas as outras??

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