15.04.2019 | 07h00


VIOLÊNCIA SEM FIM

Cresce número de assaltos com armas de brinquedo em Cuiabá

Bandidos têm usado cada vez mais simulacros para cometerem crimes na Capital. Inteligência da Polícia Militar faz levantamento.


DA REDAÇÃO

O uso recorrente de simulacros – armas falsas ou de brinquedo – para crimes em Cuiabá levou o setor de inteligência do 1° Comando Regional da Polícia Militar a elaborar um estudo sobre a prática. A informação foi repassada ao pelo coronel Jonildo José de Assis, comandante geral PM em Mato Grosso.

O estudo do quantitativo ainda não está pronto, porém, é visível o aumento no uso de armas falsas. Durante o aniversário de Cuiabá, segunda-feira (8) de abril, por exemplo, um bandido foi baleado e outros dois foram presos após tentarem invadir uma agência do Banco do Brasil, na Avenida Carmindo de Campos. O bandido com um simulacro nas mãos e acabou atingido com um tiro na perna.

Antes, no dia (14) de março, Alisson Vinicius Barbosa da Silveira, 24 anos, foi morto após troca de tiros entre traficantes e policiais do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na porta de uma ‘boca de fumo’ no bairro Pedregal, também na Capital. Um revólver calibre 32 com duas munições ‘picotadas’ (quando o tiro falha), uma réplica de pistola (simulacro), maconha, cocaína e balança de precisão foram apreendidos pelos militares..

“Não reaja mesmo pensando que tenha oportunidade. O cidadão comum tem muito a perder. Família, emprego, tem pessoas que dependem dele. O criminoso não tem nada a perder. Ele está ali para cometer o crime”, acrescentou.

O coronel Assis afirma que a ideia de inteligência é justamente repreender e descobrir de onde estão saindo essas armas de brinquedo.

O estudo foi divulgado pelo coronel durante a apresentação do balanço das atividades da Polícia Militar no Estado, no primeiro trimestre de 2019, na manhã de sexta-feira (12). De modo geral, só nos três primeiros meses, a PM registrou 19.507 boletins de ocorrência e conduziu 9.335 pessoas para delegacias.

“Apesar do estudo não ter sido terminado, nós estamos atentos a isso (aumento do uso de simulacros), justamente por isso estamos fazendo esse trabalho de inteligência”, salienta o comandante.

Importância de não reagir

RepórterMT/Reprodução

Armas falsas usadas em assalto ao sicoob de várzea grande

Armas falsas usadas durante assalto em Cuiabá.

Apesar das armas falsas representarem o risco ‘menor’ para as vítimas de crimes, a orientação da Polícia Militar é para não reagir.

“É muito mais fácil entregar o bem do que sermos vítimas de latrocínio. A ideia é não reagir e tentar de maneira discreta memorizar a roupa, porte físico e estatura [do criminoso] para que possa subsidiar a repressão primária da PM que vai atrás desse criminoso”, afirma o coronel Assis.

“Não reaja mesmo pensando que tenha oportunidade. O cidadão comum tem muito a perder. Família, emprego, tem pessoas que dependem dele. O criminoso não tem nada a perder. Ele está ali para cometer o crime”, acrescentou.

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