Cuiabá, 19 de Dezembro de 2014

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21.11.2013 | 08h45
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POLÍCIA / NOVEMBRO VERMELHO

Capital registra um assassinato por dia; no ano já são 310 mortes

Só em Cuiabá já morreram 21 pessoas este mês; em VG foram outras 12. As duas cidades vivem uma guerra entre gangues


DA REDAÇÃO

Reprodução/OD

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Esquartejamento de usuário de drogas chocou até policiais

Nos 21 dias do mês de novembro, Cuiabá e Várzea Grande já registram mais de 30 assassinatos. Só na capital, 22 pessoas foram mortas, a maioria tinha envolvimento como o crime, principalmente o tráfico. O índice até aqui já é maior que o mesmo mês do ano passado, quando foram computados, em 30 dias, 19 homicidios. Ao RepórterMT, o delegado chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Silas Tadeu, disse que há uma guerra de gangues na área metropolitana.

“Essas mortes ocorreram por conta da rivalidade entre grupos criminosos. Geralmente os crimes são motivados por vingança ou desavença. Além da briga pelo ‘melhor’ ponto para a venda de entorpecentes”, explicou.

Segundo Silas, a maioria dos crimes ocorre em bairros periféricos. “A falta de estrutura e o uso contínuo de drogas [lícitas e ilícitas] é constante nesses locais. Isso acaba contribuindo para o aumento dos homicídios”, disse.

Segundo o delegado, cerca de 80% dos autores dos homicídios são identificados pela Polícia, no entanto, dificilmente esses criminosos são presos. “A maioria desses bandidos consegue fugir. Outra parte é presa, mas com medidas judiciais acaba sendo solta”, afirmou.

Até o momento as duas cidades somam 310 assassinatos. Somente em Cuiabá, 180 pessoas foram mortas. O mês mais violento no ano foi setembro, quando as duas cidades registraram 40 homicídios. 16 em Várzea Grande e 24 em Cuiabá.

ESQUARTEJAMENTO

O usuário de drogas Victor Hugo Santana Pinheiro da Silva, de 28 anos, teve o corpo esquartejado e jogado em um córrego, no bairro Nova Esperança II, em Cuiabá. Ele foi morto a facadas por Patrício Silva, de 27 anos, Alexandre Hecke, de 32 anos e Helton Jonh Lemes Chagas, de 26 anos. O usuário tinha uma dívida de drogas com os três acusados. Em depoimento, Patrício disse que, mesmo com o débito, a vítima o procurou para comprar mais entorpecentes, por isso foi morto.

A delegada da DHPP, Anaíde Barros, pediu a prisão preventiva dos três.  Eles estão na Penitenciária Central do Estado (antigo Pascoal Ramos) e vão responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Somadas. A pena somada dos dois crimes pode chegar a 30 anos de prisão.

EXECUÇÃO

No início do mês, três jovens foram mortos à tiros em uma residência, no bairro Nova Esperança III, região do Pedra 90, em Cuiabá. Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas foram surpreendidas na madrugada, quando os suspeitos atiraram na fechadura da porta da casa.

Dois deles ainda tentaram se esconder no banheiro, mas foram mortos. Outra vítima morreu no corredor dos quartos. Conforme a PM, eles são conhecidos dos PMs por serem traficantes e usuários de drogas. A DHPP investiga o triplo homicídio, porém os suspeitos não foram identificados.

Já em Várzea Grande, na comunidade da Nossa Senhora da Guia, no dia 13 deste mês, a copeira Cleide da Silva Custódio, de 32 anos, foi encontrada degolada dentro da própria casa.
Vizinhos acionaram a PM após sentirem o odor vindo da residência. Quando os policiais entraram na casa, encontraram a mulher morta com marcas de estrangulamento no pescoço. O assassino ainda é desconhecido.  



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