09.09.2010 | 15h47


Assassinos do Goiabeiras Shopping vão a julgamento no dia 28



BRUNO GARCIA
DA REDAÇÃO

Com data marcada para o próximo dia 28 (uma terça-feira), o julgamento dos quatro ex-seguranças acusados de espancar até a morte Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, 29, no Goiabeiras Shopping Center, em Cuiabá, deve durar três dias. O júri será conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital.

O advogado da família de Donnan, Hélio Nishyama, que atuará como assistente de acusação, junto ao Ministério Público Estadual (MPE), acredita na condenação dos acusados. Segundo ele, a pena máxima deve chegar a 40 anos de prisão. "As provas são robustas e apostamos na condenação dos réus", disse.

São acusados de participar do crime Jefferson Luiz Lima Medeiros, Ednaldo Rodrigues Belo, Jorge Dourado Nery e Valdenor de Moraes. O grupo responderá por homicídio triplamente qualificado, fraude processual e denunciação caluniosa. Medeiros ainda é acusado por furto qualificado: ele teria ficado com R$ 1 mil, encontrados no bolso da vítima.

Nishyama informou que as testemunhas de acusações já foram arroladas: são oito pessoas, na maioria, na época, funcionários do Goiabeiras Shopping. Segundo ele, a delegada Ana Cristina Feldner, que presidiu o inquérito policial sobre o caso, também foi listada como testemunha de acusação.

O advogado disse que não viu necessidade na participação de familiares de Regional Donnan, inclusive, da mãe da vítima, Odaísa Donnan, como testemunha. "Avaliamos que colocar a mãe como testemunha seria expô-la, já que ela não presenciou o fato e ficaria à disposição dos advogados de defesa. Ela já sofre muito com essa situação", declarou.

Sabe-se que, até o momento, nenhum dos advogados de defesa solicitou que seus clientes fossem julgados em separado, ou que a sessão fosse adiada. Com isso, os quatro sentarão nos banco dos réus, no tribunal do júri. Eles serão ouvidos após as testemunhas de acusação falarem e, na sequência, as de defesa.

Após isso, haverá o debate entre acusação e defesa; em seguida, a votação de serviço, que ficará a cargo das sete jurados selecionadas para o julgamento.

De acordo com o funcionamento do Tribunal do Júri, no dia da sessão, 25 pessoas que compõem o quadro de júri serão selecionadas e, desse grupo, sete serão sorteadas para participar da audiência de julgamento.

O caso

Conforme os autos, Reginaldo Donnan, que era vendedor ambulante, foi abordado pelos seguranças quando estava na praça de alimentação do Goiabeiras Shopping Center, em 29 de agosto de 2009. Trajando roupas simples e um chapéu de palha, a vítima foi considerada suspeita e, por isso, passou a ser monitorada pelos réus.

Os objetos pessoais do ambulante foram recolhidos pelos seguranças, que o levaram para uma sala do centro comercial. Ao tentar reavê-los, o vendedor teria começado a ser agredido por dois seguranças. Segundo a denúncia, a sessão de agressões físicas violentas só terminou quando a vítima perdeu os sentidos.

Os outros dois seguranças [Jorge Dourado Nery e Valdenor de Moraes] teriam dado apoio à ação, permanecendo de vigília na porta da sala para evitar que alguém presenciasse o crime. Imagens de câmeras de segurança mostram que o corpo de Reginaldo foi colocado em um contêiner e, posteriormente, conduzido para o Pronto-Socorro de Cuiabá, onde morreu um dia depois, em decorrência dos ferimentos.

 











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