13.09.2010 | 13h51


Após morte de operário sindicato diz aumentar fiscalização



Da Redação

O Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Mato Grosso pretende intensificar as ações de fiscalização em obras de construção em Cuiabá. A morte do auxiliar de carpintaria Makciley Severo de Brito, 20, que despencou do 10º andar de um dos prédios do parque residencial Bonavita, ao lado do Pantanal Shopping, em Cuiabá na última quinta-feira (9), trouxe à tona mais uma vez a discussão sobre a precariedade das condições de trabalho dos empregados de obras.

Makciley era morador do bairro Bela Vista e trabalhava no empreendimento há três meses. Além da Polícia Civil, a Superintendência do Trabalho também vai investigar o caso.

Representantes do sindicato vão marcar reunião com os diretores da construtora Brookfield Incorporações e da empreiteira Kônica, responsáveis pela obra, para cobrar mais atenção à segurança dos trabalhadores, item que consta na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O presidente do sindicato, Joaquim Santana, informa que a entidade se reúne com frequência com empreiteiras e construtoras, buscando resolver problemas de não cumprimento da legislação trabalhista. Mas, segundo ele, falta mais participação da Delegacia Regional do Trabalho (DRT-MT) no trabalho de coibir as práticas irregulares nos canteiros de obras. “Falta uma parceria entre o sindicato e a DRT para que os casos urgentes possam ser atendidos mais rápido, para não dar tempo da empresa ‘maquiar’ a situação, como acontece frequentemente”, aponta o sindicalista. Segundo ele, a DRT alega falta de pessoal para acompanhar as denúncias.

Mato Grosso é campeão em número de acidentes de trabalho na região Centro-Oeste. Nos oito meses de 2010, já foram registrados 61 casos de mortes, enquanto em Mato Grosso do Sul foram nove, 12 em Goiás e 18 no Distrito Federal.

Segundo Santana, o sindicato tem se esforçado em resolver os conflitos entre empresas e empregados, cobrando o cumprimento da legislação. “Na última sexta-feira, por exemplo, nos reunimos com a construtora Goldfarb e a empreiteira Carvalho, assim como mais oito empresas terceirizadas que atuam na obra que fica na estrada de Chapada. A Goldfarb se responsabilizou pelo pagamento dos depósitos dos encargos sociais dos empregados, que é obrigatório por lei”, comentou ele.











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