13.03.2018 | 17h55


MORTE NA AV. SÃO JOÃO

Cuiabana que atropelou gari é procurada pela Interpol

Se ela estiver morando no exterior poderá ser encontrada, pois a Polícia Federal e Internacional poderá ser acionada.


DA REDAÇÃO

O advogado Ademar Gomes, que representa a família do gari Alceu Ferraz, de 61 anos, atropelado e morto pela arquiteta cuiabana Hívena Del Pintor Vieira, de 27 anos, disse que espera que a acusada seja encontrada logo e conta com a ação de forças policias para que seja localizado o paradeiro dela, já que possivelmente estaria morando no exterior. 

“O mandado de prisão é válido em todo território nacional. Portanto, em qualquer lugar que ela for, pode ser encontrada e presa. Se ela realmente estiver no exterior, acionaremos a Interpol, mas ela vai ser presa”, declarou o advogado.

A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva da arquiteta na última terça-feira (6) após ela desaparecer sem deixar registros de onde estaria morando e ser considerada culpada pelo atropelamento e morte do gari, na Avenida São João, no Centro da Capital paulista, em junho de 2015. Na ocasião, outro gari, José João da Silva, também foi atingido, mas sofreu apenas ferimentos leves e sobreviveu.

Ao , Ademar falou que a família espera que a prisão dela ocorra em breve e que ela deveria ter comunicado qualquer mudança de endereço. Ele ressalta que se ela estiver morando no exterior, poderá ser encontrada, pois a Polícia Federal e Internacional pode ser acionada.

“O mandado de prisão é válido em todo território nacional. Portanto, em qualquer lugar que ela for, pode ser encontrada e presa. Se ela realmente estiver no exterior, acionaremos a Interpol, mas ela vai ser presa”, declarou o advogado.

“Infundada e improcedente esta alegação de que ela não tinha conhecimento dos fatos. É claro que ela sabia que estava envolvida na ação e simplesmente negligenciou isso. Ela foi imprudente e agora continua mostrando ser inconsequente”, disse o advogado.

O advogado que atuou durante o inquérito policial da arquiteta, Darlan Martins Vargas, disse ao que a acusada possivelmente não esteja ciente do processo judicial e considerou o pedido de prisão ilegal e absurdo.

“O oficial foi apenas uma vez atrás de Hívena. Eu penso que deveriam ter ido mais vezes procurar por ela. Os contatos da família estão todos no processo e ela nem sabia que estava correndo a ação contra ela”, disse Darlan.

Ele disse que não atua na defesa de Hívena no processo, mas que provavalmente ela esteja morando em Cuiabá.

Ademar rebate a alegação e diz que a jovem foi imprudente no dia do acidente e agora adotou uma postura negligente.

“Infundada e improcedente esta alegação de que ela não tinha conhecimento dos fatos. É claro que ela sabia que estava envolvida na ação e simplesmente negligenciou isso. Ela foi imprudente e agora continua mostrando ser inconsequente”, disse o advogado.

O advogado afirma que a família do gari anseia por justiça e que se sentiria mais aliviada após prisão da acusada que segundo Ademar até o momento não prestou nenhum apoio nem ajuda aos familiares da vítima.  

“Ela é inconsequente, irresponsável, uma pessoa que não tem sentimentos por uma vida. No dia do acidente ela fugiu, depois tentou forjar uma história que sabemos ser mentirosa e depois disso ela sumiu e não compareceu sequer na audiência da semana passada, isso é um pouco caso com a Justiça. Se ela for presa mesmo que seja por um tempo, pelo menos vai pagar pelo crime que cometeu”, concluiu o advogado.

O caso

Por volta de meia noite do dia 16 de junho, a acusada que na época tinha 24 anos e era estudante de Arquitetura, atropelou e matou o gari Alceu Ferraz, que sofreu múltiplas fraturas e morreu no local. O carrinho de Alceu foi arremessado contra o colega José João, que foi levado ao hospital com ferimentos leves.  As duas vítimas atropeladas varriam a rua quando foram atingidas pela motorista.

Depois do atropelamento a universitária entrou na contramão na Praça da República e uma câmera de segurança gravou o momento em que o carro, com o para-brisa quebrado, passou pelo local.

A PM recebeu uma denúncia e encontrou o veículo, um Peugeot, com o vidro quebrado, no estacionamento de um prédio em Moema, bairro de classe média alta na Zona Sul.

O Ministério Público de São Paulo, representado pela promotora Denise Elizabeth Herrera, aponta que Hívena estava ciente da investigação e que ela mudou de endereço sem prestar qualquer informação o que inviabilizou a notificação.

Por isso, a promotora pediu à Justiça a prisão da arquiteta. O Pleito foi acatado pela juíza Sonia Nazaré, da 24ª Vara Criminal do Estado de São Paulo.

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(1) COMENTÁRIOS

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Ronaldo  13.03.18 19h50
Tomara que ponha essa mulher logo na cadeia

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