11.08.2017 | 10h40


FRAUDES NO VLT

Wilson diz que suspeitou de propina, mas juiz indicou que ideal era tentar acordo

O secretário estadual de Cidades garante que questionou as empresas que participavam do Consórcio VLT Cuiabá sobre o pagamento de propina ao ex-governador Silval Barbosa, mas o fato foi negado com veemência.


DA REDAÇÃO

O secretário estadual de Cidades Wilson Santos afirmou, nesta sexta-feira (11), que questionou as empresas que participavam do Consórcio VLT Cuiabá sobre o pagamento de propina ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB), mas o fato foi negado com veemência.  

“Eu disse que tinha a informação de que pagaram propina, mas todos negaram. Agora somos surpreendidos com documentos comprobatórios. Isso foi trazido à conversação”, assegurou o secretário.

“Eu disse que tinha a informação de que pagaram propina, mas todos negaram. Agora somos surpreendidos com documentos comprobatórios. Isso foi trazido à conversação”, assegurou o secretário, em entrevista à Rádio capital FM.

Wilson também se isenta da responsabilidade de ter continuado com as conversações com o Consórcio VLT sobre a conclusão da obra, apesar de suspeitar de irregularidades.

“Eu insisti porque o juiz titular dessa ação vem sinalizando que o caminho mais barato e mais seguro é o entendimento, é o acordo”, afirmou, em referência ao juiz da 1ª Vara Federal em Mato Grosso, Ciro José de Andrade Arapiraca, que havia determinado ao Governo do Estado e ao Consórcio VLT, um prazo para a apresentação de uma nova proposta de acordo para a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

"Nós queremos que aqueles que assaltaram, que enriqueceram à custa do contribuinte, paguem por isso. Pedro Taques apoia e aplaude essa operação e ressalta que não há ninguém do Governo envolvido”, afirmou Wilson Santos.

Operação Descarrilho

A Operação Descarrilho, deflagrada pela Polícia Federal, na quarta-feira (9), investiga suspeitas de fraudes no processo licitatório e outros crimes, como associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais que podem ter sido registrados durante a contratação da obra do VLT. O inquérito policial tramita na 7º Vara da Justiça Federal em Mato Grosso.

Com a deflagração da operação, o Governo suspendeu as negociações que vinham sendo realizadas com o Consórcio VLT Cuiabá - Várzea Grande para a retomada das obras do VLT, paralisadas desde o final de 2014.

“Em relação à Operação Descarrilho, nosso Governo apoia e parabeniza Ministério Público federal (MPF). Nós queremos que aqueles que assaltaram, que enriqueceram à custa do contribuinte, paguem por isso. Pedro Taques apoia e aplaude essa operação e ressalta que não há ninguém do Governo envolvido”, afirmou Wilson Santos.

O secretário afirma que ainda não há um caminho a ser tomado. “Vamos nos debruçar sobre esse tema, mas ainda não tenho uma resposta. Concordo que o VLT precisa ser retomado. Vou continuar, defendo a retomada do VLT. Não é possível deixarmos de lado esse gasto de mais de R$ 1 bilhão”.

Ele disse que vai apresentar ao governador Pedro Taques (PSDB) as opções, como a realização de uma Parceria Público-Privada (PPP), ou uma nova licitação, ou ainda a substituição do VLT pelo BRT. “Vamos mostrar tudo ao governador, mas a decisão é dele”.

VLT

Quando Cuiabá foi escolhida cidade-sede da Copa, o Estado previa implantar o BRT como principal obra de mobilidade urbana. O BRT estava orçado inicialmente em R$ 423 milhões, com recursos federais.

A partir de 2011, o governo, sob pressão de deputados estaduais, passou a acenar para o VLT e concretizou a troca em 2012, com o valor inicial de R$ 1,2 bilhão, mais de R$ 700 milhões a mais que o projeto inicial.

O VLT seria composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km, projetado para ter 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

Seriam 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.

As negociações entre o Governo e as empresas do consórcio-CR Almeida, Santa Bárbara, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia e Astep Engenharia- foram retomadas em dezembro. O impasse estava no valor para a conclusão das obras.











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