14.03.2019 | 14h55


DEU NO O GLOBO

WF compõe CPI de Brumadinho, mas recebeu R$ 150 mil de mineradora

O senador Wellington Fagundes recebeu doação da Cavalca Construções e Minerações durante campanha ao Senado em 2014.


DA REDAÇÃO

Reportagem divulgada pelo site O Globo, na manhã desta quinta-feira (14), mostra que o senador mato-grossense Wellington Fagundes (PR) e outros cinco parlamentares - que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para investigar a tragédia de Brumadinho (Minas Gerais) - receberam, direta ou indiretamente, verba de mineradoras durante campanha eleitoral.

Fagundes, segundo o site, recebeu R$ 150 mil da Cavalca Construções e Minerações Ltda, em 2014, ano que se elegeu ao Senado.

Ao , por meio da assessoria de imprensa, o senador declarou que “doações de campanha através de empresas, quando permitidas, jamais comprometeu minha atuação parlamentar. A citada doação, à época, integrou prestação de contas, aprovada sem restrição pela Justiça Eleitoral”.

O senador declarou que “doações de campanha através de empresas, quando permitidas, jamais comprometeu minha atuação parlamentar. A citada doação, à época, integrou prestação de contas, aprovada sem restrição pela Justiça Eleitoral”.

A CPI das Barragens, como está sendo chamada, investigará, entre outras, as razões do rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão da Companhia Vale.

A tragédia, ocorrida em 25 de janeiro, matou 165 pessoas e outras 155 ainda seguem desaparecidas.

O republicano foi um dos primeiros subscritores do pedido de criação da CPI, apresentado pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Carlos Viana (PSD-MG). Ao todo, 42 senadores assinaram o requerimento.

Outras doações

O senador Carlos Viana (PSD-MG), nomeado relator da CPI, recebeu R$ 100 mil de um executivo Luís Fernando Franceschini, diretor do Grupo Biogold, nas eleições de 2018. Procurado, ele diz que há uma diferença entre receber uma doação legal e defender uma atuação das empresas que ponha vidas em risco.Parte superior do formulário. 

“Uma coisa é receber uma doação legal, outra é concordar com coisa errada. Pela importância do setor da mineração, é muito difícil em Minas Gerais não buscar um setor que tenha uma coisa ligada à mineração, ou um ex-funcionário”.

Viana diz, ainda, que "não deve nada" a Franceschini, recebeu a doação através de pessoas do partido e nunca esteve com o diretor.

“Acho que a força-tarefa em Minas deveria também incluir (essa questão) nesse procedimento (de investigação) na Vale, saber: a empresa financiou alguém? Quem foram os financiados? Seria ótimo colocar isso a limpo”, acrescentou.

O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) recebeu R$ 18 mil da Vale e R$ 13 mil de outras mineradoras nas eleições de 2014, verba repassada através de outros candidatos do seu partido. Otto Alencar (PSD-BA), outro senador a integrar a CPI, recebeu R$ 1,4 mil da Vale em 2014, também encaminhados por outro candidato.

Já em doações diretas, a senadora Rose de Freitas (PODE-ES) recebeu R$ 200 da Salobo, projeto de cobre da Vale, em 2014.  

Otto Alencar afirmou que não tinha conhecimento de que recebeu dinheiro de mineradoras. Através de sua assessoria, Anastasia disse que não há qualquer comprometimento por ter recebido as doações. Os demais candidatos não responderam até a publicação desta reportagem.

“Não conheço um cara de mineradora, e não aceitei doações que não fossem conhecidas. Nem conheço esses caras. Se o Fábio Schvartsman da Vale (presidente afastado) passasse aqui agora, dava uma rasteira nele” disse Otto.

(Com reportagem de O Globo).

Leia mais:

Senador de MT vai investigar tragédia de Brumadinho

 

 











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