04.10.2018 | 14h05


PRINCIPAIS CANDIDATOS

Wellington tem condenação, Mauro é réu e Taques é investigado

Um levantamento do site RepórterMT mostra que os principais candidatos ao Governo respondem a processos na Justiça, seja na esfera civil ou criminal.


DA REDAÇÃO

Os três principais candidatos ao Governo do Estado respondem a processos na Justiça, seja na esfera civil ou criminal. Wellington Fagundes (PR), que é senador da República, tem uma condenação por improbidade administrativa, enquanto o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) é réu também na esfera civil. Pedro Taques, enquanto governador do Estado é investigado pelo caso conhecido como “Grampolândia Pantaneira” no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Wellington foi condenado, em 09 de julho deste ano, pelo juiz federal Raphael Casella de Almeida Carvalho ao pagamento de multa em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão denunciou o então deputado federal por promover sua própria imagem em obras realizadas com dinheiro do Governo Federal para ampliação do sistema de abastecimento de água em Rondonópolis e do Centro Cultural Marechal Rondon, também no município.

RepórterMT

WF debate TVCA

 Wellington foi condenado ao pagamento de multa por impropidade administrativa.

Em 27 de fevereiro, Wellington havia se tornado oficialmente investigado em um inquérito relativo à Operação Sanguessuga. A Primeira Turma do STF autorizou a investigação contra o senador pelo suposto recebimento de propina entre 2001 e 2006, enquanto ocupava o cargo de deputado federal. De acordo com o MPF, diversos parlamentares teriam recebido valores para liberar convênios entre a União e municípios para a compra de ambulâncias pela empresa Planam. Wellington nega qualquer envolvimento no caso.

Mauro Mendes é réu em uma ação de improbidade administrativa por possível fraude na compra de uma mineradora. A ação

RepórterMT

Mauro Mendes

Mauro Mendes é réu por suposta fraude em leilão de uma mineradora.

corre na Justiça Federal em Mato Grosso. Em 2011, o juiz do trabalho, atualmente afastado, Luis Aparecido Ferreira Torres, autorizou a transferência das cotas da Minérios Salomão para uma empresa que tinha como dona Jéssica Cristina de Souza, filha de Valdinei Mauro de Souza, sócio de Mauro. Seis meses depois de se tornar dona da empresa, Jéssica transferiu 98% das cotas para a Maney Mineração Casa de Pedra Ltda, que pertence ao candidato e a Valdinei.

A transferência para Jéssica foi feita por R$ 1,8 milhão. Um laudo apresentado durante as investigações mostrou que, em razão do potencial econômico, a venda deveria ter sido fixada em R$ 723,7 milhões. O capital social da empresa foi aumentado para R$ 703,5 milhões depois da compra. Mauro nega qualquer fraude no processo de compra da mineradora.

Grampos telefônicos 

RepórterMT

pedro taques

 Taques é investigado desde outubro de 2017 por susposta participação no caso dos grampos.

 

O candidato Pedro Taques é investigado no STJ desde outubro de 2017. O inquérito, que tem como relator o ministro Mauro Campbell Marques, tem como objetivo apurar o possível envolvimento do tucano em escutas telefônicas ilegais feitas contra seus adversários políticos durante a campanha de 2014 e depois do início do Governo.

À Justiça estadual, o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior, apontado como operador dos grampos, afirmou que o governador e o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques seriam os “donos” das interceptações ilegais. Ele, contudo, prestou depoimento na condição de réu, podendo mentir. Pedro Taques nega envolvimento no caso e lembra ter pedido a investigação no STJ. 

 

 

 

Outro lado

Mauro Mendes negou que tenha cometido fraude na compra da Minérios Salomão. O candidato afirmou que nunca participou de qualquer escândalo de corrupção e o leilão da empresa não o beneficiou.

Veja a nota de Mauro:

O candidato Mauro Mendes não cometeu qualquer ato ilegal ou imoral em relação aos fatos apurados nesse processo, assim como nunca cometeu em sua vida pública. 

Tanto que cumpriu sua gestão na Prefeitura de Cuiabá sem nenhum escândalo de corrupção nem nenhum secretário preso.

O que ocorreu foi que, em 2011, o empresário Valdiney Souza comprou 75% da empresa Minérios Salomão. 

No ano seguinte, Mauro firmou sociedade com ele e compraram a empresa em definitivo. Por conta de uma pendência judicial dos antigos donos, a empresa teve que ser leiloada.

O leilão em nada beneficiou Mauro Mendes, muito pelo contrário, pois obrigou ele e seu sócio a participar forçadamente do certame judicial, para adquirir novamente uma empresa a qual já tinham comprado integralmente. 

Tanto é verdade que o leilão foi anulado por irregularidades e a empresa continua na posse de Mauro e do seu sócio. 

Desta forma, não faz o menor sentido a acusação de que Mauro teria fraudado um leilão que em nada o beneficiaria, fato que já foi devidamente demonstrado no processo.

 

Leia mais:

Juíza anula leilão e Mauro perde mineradora comprada a preço de banana

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(2) COMENTÁRIOS

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Matogrossense   05.10.18 17h56
Arthur Nogueira não tem condenação! Não é político carreirista!! Não é corrupto! Não se aliou com as raposas da política Matogrossense !! Temos opção, sim! Só não votar em nenhum destes 3 .

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Armindo de Figueiredo Filho Figueiredo  04.10.18 16h20
Conforme o título>>>>>>>>""Wellington tem condenação, Mauro é réu e Taques é investigado"" DIANTE DISSO...., QUE FAZER???? BECO SEM SAÍDA!!!...SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME!!!!!!..ETA "TURMINHA, que só andam APRONTANDO. Até na hora de VOTAR, nos causam PROBLEMAS .... LASTIMÁVEL!!! Só há uma saída!!!!!>>>>CHAMEM O BOLSONARO....... Fim de papo .......

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