Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2017

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10.01.2017 | 08h55
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PODERES / APÓS PRESSÃO POPULAR

Vereadores de Cuiabá desistem de aumentar seus salários em 25%

A Mesa Diretora da Casa pediu ao prefeito a devolução do projeto, com a promessa de analisá-lo para colocar em votação apenas em 2020



RepórterMT

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Justino Malheiros, presidente da Mesa Diretora, defendia o aumento e teve que voltar atrás

Os vereadores de Cuiabá desistiram de implantar o aumento de 25% de seus salários, aprovado por eles em dezembro.

Nesta segunda-feira (9), a Mesa Diretora da Câmara Municipal  solicitou ao prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) a devolução do Projeto de Lei que reajusta o salário. O propósito da iniciativa é fazer com que este assunto seja debatido apenas no ano de 2020, com vistas a vigorar a medida para a próxima legislatura (2021/2024).

Após defender a necessidade do aumento, o presidente da Casa, Justino Malheiros (PV), disse que os parlamentares voltaram atrás devido ao entendimento do momento econômico que não é ideal.

A ação ocorre após diversas manifestações populares para barrar o reajuste. Até mesmo prefeito, já havia prometido vetar o aumento.

“O reajuste é legal, mas houve uma forte reação popular, pois o Brasil atravessa uma grave crise econômica. Portanto, o momento não é de defender reajuste salarial diante da péssima situação financeira em que se encontra a maioria do povo brasileiro”, afirmou.

Com a imagem do Legislativo Cuiabano abalada, perante a população que acompanhou as tratativas, até mesmo entre os novos vereadores, para que o reajuste fosse aprovado, os vereadores da nova legislatura afirmam que querem buscar maior diálogo com a sociedade.

Com a mudança, o salário dos vereadores passaria de R$ 15 mil para R$ 18,9 mil, a partir janeiro. 

O impacto financeiro para pagar os salários dos vereadores seria de R$ 4, 2 milhões ao ano. 

Os parlamentares defendiam o reajuste, alegando que é inferior à inflação de 30%.

O aumento foi aprovado no dia 27 de dezembro por 14 votos a sete.

Veja quem votou a favor e contra o aumento:

A favor:

Chico 2000 (PR)

Adevair Cabral (PSDB)

Dilemário Alencar (PROS)

Mário Nadaf (PV)

Professor Néviton (PRB)

Oseas Machado (PSC)

Paulo Araújo (PSD)

Renivaldo Nascimento (PSDB)

Ricardo Saad (PSDB)

Wilson Kero Kero (PSL)

Lilo Pinheiro (PRB)

Macrean Santos (PRTB)

Marcus Fabrício (PTB)

Juca do Guaraná (PT do B). 

Contra:

Adilson da Levante (PSB)

Onofre Júnior (PSB)

Leonardo Oliveira (PSDB)

Toninho de Souza (PSD)

Domingos Sávio (PSD)

Arilson da Silva (PT)

Alan Kardec (PT).

Ausentes:

Faissal Kalil (PSB)

Lueci Ramos (PSDB)

Maurélio Ribeiro (PSDB).

Obs: O então presidente da Câmara, Haroldo Kuzai, não pôde registrar voto, no entanto, disse ser contrário ao reajuste.



(2) COMENTÁRIOS









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JEFERSON MATOS  10.01.17 12h02
É triste ver que temos uma casta de políticos que só pensam neles, fazem tudo por eles, fazem "projetos" pensando no bem estar deles mesmos ainda discutirem aumento de salários.Não deveriam sequer ser remunerados.

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alexandre  10.01.17 09h04
juizo e canja de galinha nõ faz mal a ninguem, desfizeram a besteira...

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