20.03.2017 | 19h10


EFEITO CARNE FRACA

Taques encontra Temer para discutir medidas de proteção à carne de MT

Na reunião, o governador afirmou que vai externar ao presidente a preocupação do Estado, que pode sofrer consequências financeiras, caso a crise permaneça


DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) vai nesta terça-feira (21) para Brasília, onde tem um encontro com o presidente Michel Temer (PMDB) para discutir as medidas protetivas a Mato Grosso, após a Operação Carne Fraca.

O envolvimento de 21 frigoríficos no escândalo, apesar de nenhum do Estado, provocou embargos de compradores estrangeiros à carne brasileira. Taques garantiu que, no momento, os impactos não atingem os produtores mato-grossenses, uma vez que os embargos são temporários.

“Vou à Brasília, externar minha preocupação ao presidente Temer, pois caso esses embargos se estendam por mais de uma semana é possível que alcance nossos produtores e tenhamos prejuízos econômicos. No momento temos políticas que salvaguardam os produtores”, disse o governador, que comentou levar carne de Mato Grosso para presentear o presidente.

Taques informou que o Estado já vinha adotando medidas antes da crise para que a carne mato-grossense obtivesse padrão internacional, buscando o fortalecimento da questão sanitária e melhorando a defesa da produção.

“Vou à Brasília, externar minha preocupação ao presidente Temer, pois caso esses embargos se estendam por mais de uma semana é possível que alcance nossos produtores e tenhamos prejuízos econômicos. No momento temos políticas que salvaguardam os produtores”, disse o governador.

Apesar da crise instalada, o governador afirmou que “não precisamos de escândalos. O fato é grave, mas será investigado e os envolvidos, responsabilizados”.

Também nesta quarta-feira (22), Taques se reunirá com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), em Lucas do Rio Verde. “O ministro já está trabalhando para que os envolvidos sejam punidos e, principalmente, para que nosso produto não seja afetado. Isso porque os frigoríficos suspeitos representam apenas 0,3% de toda a cadeia nacional e os inocentes não podem pagar pelos culpados”, afirmou o governador.

Ainda conforme Taques, o Governo do Estado vai subsidiar o Ministério da Agricultura em relação às informações a respeito dos frigoríficos e também manter contato com os compradores estrangeiros para que Mato Grosso não perca o mercado.

“Vamos ajudar. Temos ações em São Paulo, Brasília e países, como os Estados Unidos, em que apresentaremos os produtos do Estado para o mercado estrangeiro. Podemos garantir que a carne mato-grossense é segura”, esclareceu.

O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vaccari, informou que os países que suspenderam a compra de carne brasileira não são os principais compradores.

“Não vamos priorizar nenhum comprador. Nossa meta é priorizar a defesa sanitária e garantir que nosso produto tem total segurança para os brasileiros e estrangeiros”, comentou.

Na sexta-feira (17), a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, que investiga 21 frigoríficos suspeitos de participação em um esquema que liberava carnes sem a fiscalização adequada para venda fora e dentro do Brasil. Esses produtos apresentavam uma série de irregularidades na produção e no armazenamento.

O país possui 4,8 mil frigoríficos e responde por 7% do mercado mundial de alimentos. As empresas envolvidas tiveram a exportação suspensa. China e Coreia do Sul suspenderam, temporariamente, a importação.











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