18.04.2018 | 09h54


ATAQUE À SESP

Taques considera explosão como provocação por repressão a facções

Para o governador Pedro Taques, a pichação e explosão do muro da Secretaria de Segurança Pública foi uma resposta do crime às ações de repressão ao fortalecimento das facções criminosas.


DA REPORTAGEM

O governador Pedro Taques (PSDB) avaliou o ataque de facção criminosa à sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado como reação às ações promovidas pela Polícia Militar e Polícia Civil para identificar e prender quem esteja fazendo apologia ao crime ou a facções criminosas, através de vídeos ou pichação.

“Acho que é uma reação ao que estamos fazendo. Nós já tomamos [providências], nós não negociamos com criminosos”, declarou Taques à imprensa durante a posse do novo presidente do Intermat, Diego Guimarães, nesta quarta-feira (18).

Na madrugada desta quarta-feira, criminosos explodiram o muro da Secretaria de Segurança Pública e picharam o local com a sigla do Comando Vermelho, em ato de provocação à polícia.

Segundo informações da Polícia Militar, dois bandidos chegaram em uma moto para cometer o crime. As câmeras de segurança não registraram a placa do veículo.

Com a explosão, teve princípio de pânico entre servidores que estavam trabalhando na secretaria, até descobrirem que a explosão ocorreu no muro que dá acesso à rua. 

Repressão

Há pouco mais de uma semana a Secretaria de Segurança Pública anunciou operação de repressão contra ação de facções criminosas no Estado.

A medida ocorreu devido ao grande número de vídeos circulando na internet onde fações aparecem torturando outros criminosos nos chamados “salves’. O objetivo é combater o fortalecimento do crime.

A intensão é demonstrar para a sociedade que é a polícia a verdadeira responsável pela Segurança Pública e evitar que as facções se transformem em milícias, a exemplo do Estado do Rio de Janeiro.

Entre o final de 2017 e início de 2018, Mato Grosso passou por uma série de atentados coordenados por facções criminosas. Além dos diversos vídeos onde pessoas aparecem sendo torturadas e decapitadas em casos extremos. Os bandidos também orquestraram resgate de presos e ataques a agentes penitenciários.

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(2) COMENTÁRIOS

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Carlos  18.04.18 20h19
Esses delegados que assumem a Secretaria de Segurança Pública do Estado querem fazer nome prendendo PM s supostamente envolvidos em "grupos de extermínio " de criminosos ao invés de prender bandido. São todos covardes. Dá nisso.

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Luciano   18.04.18 19h26
E os assaltantes que explodiram e levaram dinheiro do caixa do Banco Brasil dentro do quartel da PM tem notícias deles

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