17.04.2019 | 07h00


ROMBO NO MTPREV

Servidores aposentados devem superar número de ativos em 2023, aponta Governo

O relatório feito pela consultoria Exacttus mostra expectativa de déficit de R$ 57 bilhões na Previdência estadual



O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que, até o ano de 2023, o Estado de Mato Grosso terá mais servidores aposentados do que ativos.

A declaração de Mauro ocorreu na terça-feira (16) durante a reunião do Conselho de Previdência do Estado de Mato Grosso que elegeu Elliton Oliveira de Souza como diretor presidente do Mato Grosso Previdência (MTPrev).

“No ano de 2023, teremos mais aposentados que ativos no nosso sistema, principalmente na área do executivo. É uma situação preocupante, porque este não é problema do servidor. É um problema do Estado, logo, da sociedade. É com essa responsabilidade que abordamos o problema”, aponta o governador, que também é presidente do Conselho.

Mauro Mendes lembra ainda que em 2018 a contribuição de 11% da renda paga pelo servidor, mais os 22% de contribuição patronal, não foram suficientes para arcar com as aposentadorias e pensões do Estado. Ao todo, foram aportados pelos cofres públicos pouco mais de R$ 1 bilhão.

Durante o encontro, o conselho aprovou o estudo do déficit atuarial realizado em 2018, com base nos dados de 2017. O relatório realizado pela consultoria atuarial Exacttus aponta a expectativa de déficit de R$ 57 bilhões entre todos os poderes levando em consideração a taxa de juros de 4,5%. Déficit atuarial é a contabilidade realizada para estimar o saldo devedor da previdência de Mato Grosso nos próximos 75 anos.

Conforme a atuária responsável pela consultoria, Wilma Gomes Torres, o relatório quantifica quanto o estado deve ter em caixa para pagar as aposentarias de todos os servidores públicos. A intenção é subsidiar gestores com informações para a tomada de decisão sobre como equacionar este déficit no futuro, de forma planejada.

O Conselho de Previdência é o órgão de deliberação superior da Previdência Estadual, e tem por finalidade assegurar o regime de previdência de caráter contributivo e solidário, garantindo o equilíbrio financeiro e atuarial. É composto por representantes dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, e representantes dos segurados.

MTPrev

Além da eleição de Elliton Oliveira de Souza, o conselho definiu que Kaliane Saturnino permanece na diretoria de Previdência e Epaminondas Castro será o diretor Administrativo e Financeiro da autarquia por três anos de mandato. Na ocasião, foi eleito como vice-presidente do Conselho o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges.

“Estamos reformulando os fluxos de trabalho interno e preparando o MTPrev para efetivamente ser a unidade gestora única da previdência do Estado, com a adesão dos poderes”, conta o presidente do MTPrev Elliton Oliveira de Souza.

Ele explica que uma das metas é alcançar a certificação “pró-gestão RPPS”, que atesta boas práticas em Regimes de Previdência Própria. Apenas dois Estados possuem esse reconhecimento, e o objetivo é, que até o final do ano, o MTPrev seja qualificado.

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(8) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes  19.04.19 17h25
Pois é, alguém AFUNDOU, ARREGAÇOU, com a Economia Brasileira, e isso afetou todos os Estados e Prefeituras do Brasil. A Economia foi afundada por causa da política econômica errada dos governos, da má gestão, das prioridades equivocadas, além da roubalheira desgraçada. Aí, começaram a procurar um bode expiatório pra culpar pela crise. Os eternos bodes expiatórios de todas as crises, os campeãos, são sempre os Aposentados e os Pensionistas. Teve crise? Logo apontam: É tudo culpa dos Aposentados e Pensionistas. Quem são esses culpados? Bem, são nossos pais, nossos avós, nossos bisavós, que colocaram seu tijolinho na construção da Nação brasileira, e agora são taxados de culpados. Ora, o dia em que os governos fizerem a política econômica correta, tiverem uma ótima gestão, apontarem pras prioridades acertadas, e pararem com a roubalheira desgraçada, o Brasil muda...a Economia cresce a beça. O que falta no país é só uma palavrinha chamada HONESTIDADE.

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raimundo nonato  18.04.19 11h35
Senhor Governador do Estado o senhor está esquecendo que os terceirizados, também são servidores públicos, ganham uma miséria e engordam a poupança de empresários seus donos, e os alugam para o Estado, se considerarmos isso, teremos muito mais servidores ativos do que aposentados e pensionista. A coisa é muito parecida com a locação de veículos para o serviço público, o que se paga de aluguel num ano ano daria para aquisição de no minimo um veículo e meio, mas é conveniente alugar do que comprar, porque será?

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Alfredo  17.04.19 18h59
Governador o Sr.é governador porque quis disputar o cargo, então deixe de reclamações e falácia enfrentando a realidade. Se não aguenta pede o boné.

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Josias Nascimento  17.04.19 11h23
já pararam para pensar o tanto de beneficio que esse pessoal tem ? licença premio, jornada extra, adicionais infinitos, licença tratamento de saude, licença maternidade de 6 meses, só regalias e mais regalias, já pararam para pensar sobre o quanto o serviço publico se precária com essas regalias? pois o salário esta sendo pago, e o serviço está sendo prestado ? não concordo com a afirmação do Sr. Carlos Eduardo, acho que sim existe muitos cabides de emprego que deveriam ser revistos pelo menos pelo critério técnico do cargo exercido, agora voce ja viu algum comissionado faltado ou nao efetuando um serviço que é pedido? se nao fizer ele está exonerado. E a quantidade de atestados que os concursados apresentam todo mes? 20 dias trabalho teoricamente e quantos de atestado ? deveriam inestigar isso, sou a favor sim da "não" estabilidade dos servidores públicos e fim das regalias, é por isso que está desse jeito.

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José Braga   18.04.19 20h08
O Josias vc tem é recalque por não ser servidor público,seu comentário foi muito infeliz.

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Joseph   19.04.19 15h42
Se você é tão competente como se diz , então deixa de ser ridículo, e presta um concurso

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michael douglas  17.04.19 11h13
Já passou da hora de algum governador ou até mesmo alguma autoridade bater no peito e rever todas as leis de carreiras dos servidores concursados, tendo em vista esses altos salários absurdos, muitas carreiras que tiveram quebra de interstício, pularam da classe a para d, sem nenhum critério, muitos beneficiários por decretão, ou decreto de governo passado!!! hora de pegar lei por lei e analisar o perfil e titulação de cada servidor, faça levantamento em cima dos aposentados e pensionistas e nos ativos, vamos ver se a conta bate, pior que alem de tudo isso, ainda querem mais!

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José Braga   18.04.19 20h12
Já passou da hora é acabar com todas as mordomias dos políticos, não em mexer na carreira de quem se preparou para passar em um concurso público, mexer os pequenos é fácil duvido se vão mexer com os marajás que ganham altos salários e outros benefícios.

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