17.07.2017 | 08h45


AUTORIZOU ESCUTAS

Selma diz que foi induzida a erro por delegada da Polícia Civil

A delgada Alana Cardoso comanda a Operação Forti que investiga suposta organização criminosa, chefiada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, para atentar contra a vida do governador Pedro Taques.


DA REDAÇÃO

A juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda relatou acreditar ter sido induzida ao erro para autorizar interceptações telefônicas no âmbito da Operação Forti, conduzida pela delegada da Polícia Civil, Alana Cardoso.

A operação investigava as facções criminosas no Estado, Comando Vermelho e PCC, e, após denúncia de suposta organização criminosa, chefiada pelo ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, para atentar contra a vida do governador Pedro Taques (PSDB), em 2015, foram inseridos os números de telefone das ex-funcionárias da Casa Civil do Estado, Tatiana Sangalli e Caroline Mariano. As mulheres seriam ligadas ao bicheiro.

Segundo Selma, a análise dos procedimentos chamados de “barriga de aluguel”, no âmbito da 7ª Vara Criminal, a levaram a crer que a inserção dos números das ex-funcionárias entre as escutas foi feita de forma irregular.

"Naquele caso sim, houve indução ao erro, porque foram colocados nomes diferentes, nomes fictícios, a história contada foi completamente diferente”, disse a magistrada.

Na investigação, Tatiana Sagalli foi identificada como “Dama Lora” e Caroline Mariano, como “Amiguinha”. Selma afirma que os áudios delas nunca foram enviados ao Juízo e logo em seguida, as duas foram retiradas das prorrogações das interceptações telefônicas da operação.

“Aconteceu naquele caso que também acabou se tornando público, que envolve a Operação Forti. Naquele caso sim, houve indução ao erro, porque foram colocados nomes diferentes, nomes fictícios, a história contada foi completamente diferente”, disse a magistrada, na sexta-feira (14), para a Rádio Capital FM.

O comentário da juíza foi proferido durante explicação a respeito da notícia-crime da Ordem dos Advogados do Brasil, que alegou ter existido esquema de escutas clandestinas, no âmbito da Operação Ouro de Tolo, que investigou esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), durante gestão da ex-primeira-dama Roseli Barbosa.

Selma negou que houve “barriga de aluguel” na investigação porque os nomes das pessoas interceptadas estavam bem discriminados. Foram “grampeados”, na ocasião, os números do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), e dos três filhos do casal, Rodrigo, Ricardo e Carla Barbosa, como se fossem dela.











(2) COMENTÁRIOS

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armando joão  17.07.17 09h20
Agora, depois da merda feita, é um tal de não foi isso, não foi aquilo, fui induzida a erro bla bla bla. É bom posar de paladino e paladina da moralidade, não mesmo, Dra!? Eu, como não tenho nada a ver com isso, quero é cadeia para quem comete crimes, seja com abuso de autoridade ou não.

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jose  17.07.17 09h16
Sabia de nada a inocente, até os companheiros do judiciário foram grampeados. Todo juiz antes de emitir qualquer decisão deve estar consciente do ato e se houver dúvidas solicitar dados até ter plena certeza dos fatos.

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