13.03.2018 | 09h21


ALVO DE OPERAÇÕES

'Quem cometeu ilícito vai pagar', diz governador sobre Paulo Taques

Governador Pedro Taques afirmou que seu primo, Paulo Taques, tem direito à ampla defesa e ao contraditório, porém, afirmou que ninguém está acima da lei.



O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que o ex-secretário da Casa Civil, seu primo Paulo Taques, deve ser punido caso seja comprovado que ele agiu de forma contrária à lei, tanto no âmbito da Operação Esdras, que investiga interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso, quanto na Operação Bereré, que apura desvio de dinheiro no Detran.

"Ninguém está acima da lei. O Ministério Público faz um bom trabalho. A Polícia Civil faz um bom trabalho. O devido processo legal tem que ser cumprido. As pessoas têm direito à ampla defesa e ao contraditório", afirmou Pedro Taques.

"Ninguém está acima da lei. O Ministério Público faz um bom trabalho. A Polícia Civil faz um bom trabalho. O devido processo legal tem que ser cumprido. As pessoas têm direito à ampla defesa e ao contraditório", afirmou Taques em entrevista à Rádio Centro América FM.

Na Operação Esdras, Paulo Taques chegou a ser preso por supostamente entregar R$ 50 mil para o custeio de grampos clandestinos que pegaram advogados, jornalistas, médicos, juízes e políticos da região.

O caso ganhou repercussão nacional e ficou conhecido como "grampolândia pantaneira".

Paulo Taques foi apontado pelo desembargador Orlando Perri como um dos líderes da organização criminosa que articulava um plano para gravar o magistrado escondido e tentar usar alguma frase ou informações fora do contexto para pedir seu afastamento do caso.

"Eu não sei em que circustâncias o escritório participou, se participou mesmo ou não. Isso vai ser objeto de investigação. Quem cometeu ato ilícito tem que ser responsabilizado, seja quem for, até o Pedro Taques. Ninguém está acima da lei. A lei é o limite", afirmou o governador.

Já na Operação Bereré foi revelado que o escritório de advocacia de Paulo Taques foi contratado pela empresa Santos Treinamento. A contratação que teria ocorrido um dia após as eleições de 2014, quando Pedro Taques foi eleito governador, foi revelada pelo empresário Roque Anildo Reinheimer, sócio da Santos Treinamento, que supostamente era utilizada para o repasse da propina do esquema de desvio de dinheiro no Detran.

"Eu não sei em que circustâncias o escritório participou, se participou mesmo ou não. Isso vai ser objeto de investigação. Quem cometeu ato ilícito tem que ser responsabilizado, seja quem for, até o Pedro Taques. Ninguém está acima da lei. A lei é o limite", afirmou o governador. 

 











(1) COMENTÁRIOS

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Marcio  13.03.18 21h35
Governador salvo pelos amigos do MPF e do Judiciário e ainda tripudiando com a inteligência do povo.

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