07.11.2018 | 07h00


CRISE E DESARRANJO

Pivetta critica falta de transparência de Taques, pede bom senso a servidores e defende corte de cargos

Diante da possibilidade de greve logo no início do mandato, o vice-governador eleito pediu para que os servidores colaborem com a nova gestão.


DA REDAÇÃO

O vice-governador eleito Otaviano Pivetta (PDT) criticou, nesta terça-feira (6), a falta de transparência do atual Governo sobre a situação financeira do Estado.

Diante da dúvida se o Poder Executivo tem ou não condições financeiras de quitar as duas últimas parcelas da Revisão Geral Anual (RGA), Pivetta ponderou que falta exatidão à gestão Pedro Taques (PSDB) sobre o cenário econômico.

“Eu como cidadão, e vice, peço que os servidores repensem e pense no Estado, lógico que eles têm que pensar neles primeiro, entendo, mas não adianta ir para tudo ou nada", disse o vice-governador eleito.

“Infelizmente, esse número deveria estar no portal da transparência para que qualquer cidadão possa se informar e estar convicto da verdade. Infelizmente temos problemas, falta de transparência, falta de exatidão dos números, confusão, desarranjo. Está bastante desarranjada a situação”, disse. Pivetta defende que sejam cortados 50% dos cargos comissionados do executivo. 

Sobre a ameaça de greve dos servidores, por conta do não pagamento da revisão, o vice-governador eleito disse lamentar o fato e pediu para que os servidores ajudem a próxima gestão, principalmente, nesse momento de crise. Ele frisou que a intenção do governador eleito Mauro Mendes (DEM) é eliminar cargos comissionados que possam acarretar a economia do Estado.

“Nada justifica uma paralisação, o serviço público já é ruim, nós temos que ter bom senso e dar as mãos para passar esse momento difícil. A intenção minha e do Mauro é valorizar os servidores de carreira e procurar eliminar cargos que possa acarretar economia do Estado. O servidor de carreira sabe a situação do estado nós não podemos estourar a corda, precisamos entra em entendimento e a sociedade é que está pagando uma conta alta”, acrescentou.

Nesta semana, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) emitiu uma nota técnica em que indica que o Estado não tem condições de arcar com os cerca de R$ 15 milhões a mais para o pagamento da RGA aos servidores. Com a posição da pasta, o Fórum Sindical, que reúne sindicatos de diversas categorias, afirmou que um movimento de greve deve ser iniciado a partir do dia 13, caso os salários não sejam pagos com o reajuste.

“Eu como cidadão, e vice, peço que os servidores repensem e pensem no Estado. Lógico que eles têm que pensar neles primeiro, entendo, mas não adianta ir para o tudo ou nada. A situação do Estado é clara, nós estamos gastando mais de 80% da Receita da Corrente Líquida em folha de pagamento, sem contar a previdência, então, precisamos entrar em um entendimento”, defendeu Pivetta.

Leia mais:

Servidores ameaçam paralisar serviços pelo não pagamento da RGA

Secretários se contradizem e RGA volta a gerar desgastes com servidores











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Rosino(chirrão)  07.11.18 08h27
AO INVÉS DE PAGAR QUEM REALMENTE FAZ O ESTADO ANDAR (SERVIDORES). O GOVERNADOR DÁ BILHÕES EM ISENÇÕES FISCAIS AOS BARÕES DO AGRO NEGÓCIO. DEPOIS RECLAMA QUE O ESTADO TÁ QUEBRADO..SEM RGA O ESTADO VAI PARAR!!!

Responder

10
0

Enquete

O Governo de Mauro Mendes vai ser melhor ou pior que o de Pedro Taques?

Melhor

Pior

Iguais

Não sei

  • Parcial Votar

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER