12.04.2018 | 07h00


ESQUEMA COM A ODEBRECTH

PF tem 2 meses para fazer operações e concluir investigações contra Maggi

O ministro da Agricultura Blairo Maggi é investigado por suspeita de receber R$ 12 milhões de executivos da Odebrecht para abastecer sua campanha eleitoral.


DA REDAÇÃO

A Polícia Federal tem prazo de dois meses para realizar novas diligências e finalizar a fase de investigação contra o ministro da Agricultura e senador licenciado Blairo Maggi (PP), por suposto recebimento de propina no montante de R$ 12 milhões da Odebrecht, no período em que foi governador do Estado.

O novo prazo foi concedido pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (6), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Esta foi a segunda vez que a PGR solicitou prazo na ação que investiga o ministro, o primeiro pedido ocorreu em janeiro deste ano.

A Polícia Federal passou a investigar Blairo Maggi, após executivos da Odebrecht, os delatores Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto, afirmarem que o ex-secretário de Fazenda Éder Moraes solicitou e recebeu R$ 12 milhões com o pretexto de contribuição para a campanha eleitoral de Maggi.

Os pagamentos foram descobertos nas planilhas encontradas no Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Segundo os investigadores, no documento, o apelido de Maggi era “Caldo” uma referência a um dos segmentos empresarial do político.

A propina seria paga em troca da liberação de créditos que a Odebrecht tinha com Mato Grosso por conta de obras realizadas na década de 1990.

Maggi nega ter recebido qualquer tipo de doação da empresa.











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