12.03.2018 | 19h39


GRAMPOLÂNDIA

Perri vai decidir se coronéis podem julgar processo contra cabo

Orlando Perri será o responsável por julgar o pedido de suspeição contra os coronéis.


DA REDAÇÃO

Após solicitação da defesa do cabo Gerson Correa Júnior, a partir de agora o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), será o responsável por julgar o pedido de suspeição contra os coronéis Valdemir Barbosa e Luiz Cláudio Silva, que ao lado de outros dois coronéis atuam como juízes militares, no processo que investiga o esquema de “grampos” no Estado.

A distribuição do processo ocorreu na última quinta-feira (8) e foi solicitada pelo advogado Neyman Monteiro, responsável pela defesa do cabo Gerson, com argumento de que houve “excesso de linguagem” e “antecipação da condenação” por parte dos coronéis.

Perri chegou a conduzir as investigações das escutas clandestinas no ano passado, antes do caso ser submetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O processo investiga crimes militares e a responsabilidade de julgar os casos é do Conselho de Sentença, composto pelo juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, e por quatro coronéis que atuam como juízes militares.

Ao todo cinco militares são réus no esquema de espionagem, ocorrido entre outubro de 2014 e agosto de 2015.

Além do cabo Gerson, também são réus no processo o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente, e o coronel Januário Batista.

Dos cinco, Gerson é o único réu do caso das interceptações telefônicas clandestinas, operadas por núcleo da Polícia Militar, que ainda está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC). Ele e Zaqueu foram presos em maio de 2017 e Gerson saiu da sede da Rotam para o Centro de Custódia da Capital, no fim de julho, onde segue preso.

Zaqueu Barbosa ficou preso por nove meses na Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Esfap). O secretário e adjunto, Evandro Lesco, ficou preso na Academia de Polícia Militar do Costa Verde, em Várzea Grande e Ronelson Barros, ficou detido no Bope (Batalhão de Operações Especiais), ambos ficaram presos de junho a agosto de 2017.

Outras prisões

Lesco chegou a ser preso novamente em setembro, durante a Operação Esdras, deflagrada pela Polícia Civil para impedir um suposto plano que estaria sendo armado para desmoralizar o desembargador Orlando Perri, que na época era o responsável pelas investigações do caso dos grampos telefônicos no Estado. Ele ficou detido no 3º Batalhão da Polícia Militar.

Na ocasião foram presos também a esposa dele Hellen Lesco;  o major da Polícia Militar Michel Ferronato; o ex-chefe da Casa Civil, Paulo Taques; o ex-secretário de Segurança Pública, delegado Rogers Jarbas; o ex-chefe da Casa Militar, o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira e o sargento João Ricardo Soler. Todos foram liberados em outubro.

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