11.10.2017 | 16h09


PRESOS POR GRAMPOS

Perri manda transferir coronel para Rotam e Rogers para Polinter

Determinação do desembargador atende um pedido da delegada Ana Cristina Feldner para evitar contatos entre investigados e 'passeios' como o de Lesco, flagrado fazendo compras em uma farmácia.


DA REDAÇÃO

O desembargador Orlando Perri - do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) - determinou, na tarde desta quarta-feira (11), a transferência dos ex-secretários de Estado, coronel Evandro Lesco (Casa Militar) e Rogers Jarbas (Segurança) para o Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) e da Polinter, respectivamente. A determinação de Perri também atinge o 2º sargento da Polícia Militar João Ricardo Soler, que ficará detido em Várzea Grande. 

Rogers estava detido no Centro de Custódia da Capital (CCC), Lesco no 3º Batalhão e Soler na Rotam, todos desde o último dia 27, por tentativa de obstrução da Justiça e interferência na investigação dos “grampos”, durante a Operação Esdras.

Determino, finalmente, a transferência do Cel. PM Evandro Alexandre Ferraz Lesco ao Batalhão da Rotam, onde deverá ficar recolhido no alojamento com grade, devendo sair apenas nos horários das refeições, banho de sol e visitas, retornando em seguida, devendo a grade permanecer fechada, inclusive durante o dia. Em contrapartida, o 2º Sgt. PM João Ricardo Soler, que hoje se encontra recolhido no Batalhão da Rotam, deverá ser transferido ao 4º Batalhão da Polícia Militar – Várzea Grande”, diz trecho da determinação.

De acordo com o desembargador, a decisão atende um pedido da delegada Ana Cristina Feldner, responsável pelas investigações no caso dos grampos ilegais em Mato Grosso, depois que Lesco foi flagrado fazendo compras em uma farmácia de Cuiabá, mesmo depois de ter sido preso.

O motivo da transferência é óbvio, e partiu de um ofício encaminhado pela Delegada de Polícia. (...) A medida se patenteia indispensável para evitar que sejam mantidos juntos dois investigados detidos na mesma operação policial, facilitando, com isso, o contato entre eles, e, de consequência, a probabilidade de ajustarem suas versões ou de criarem álibis no intuito de prejudicar as investigações policiais”.

No caso de Rogers, a mudança ocorreu porque há “informações obtidas com o delegado-chefe daquela unidade policial, há possibilidade de recebimento do aludido preso provisório em uma das dependências lá existentes”.

 

 

 











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