12.02.2019 | 12h20


ESQUEMA NA EDUCAÇÃO

MP acusa recebimento de propina e pede afastamento de Maluf do mandato

No total, o esquema descoberto com a Operação Rêmora envolveria contratos que somavam R$ 56 milhões; Maluf teria recebido R$ 40 mil



O Ministério Público do Estadual (MPE) pediu na Justiça o afastamento do deputado Guilherme Maluf (PSDB) por conta de sua possível participação no esquema de propinas montado na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), investigado na Operação Rêmora. O pedido ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça (TJMT).

Segundo investigações, Maluf teria recebido R$ 40 mil do esquema montado com as empreiteiras. No total, o esquema descoberto com a Operação Rêmora envolveria contratos que somavam R$ 56 milhões, parte do recurso retornaria para o grupo e seria usado para pagar gastos do empresário Allan Malouf durante a campanha de Pedro Taques (PSDB) para

No total, o esquema descoberto com a Operação Rêmora envolveria contratos que somavam R$ 56 milhões, parte do recurso retornaria para o grupo e seria usado para pagar gastos do empresário Allan Malouf durante a campanha de Pedro Taques

governador, em 2014. Maluf teria indicado funcionários para cargos na Seduc, que facilitavam o esquema. Dois foram presos. 

O esquema foi descoberto através de denúncia anônima em 2016. Segundo o MPE, o esquema de fraudes a licitações de obras e reformas de escolas na Seduc era composto por um grupo de servidores liderado por Permínio Pinto, então secretário da Seduc.

Também, conforme a denúncia, havia outro grupo formado por empreiteiros “cartelizados” e que pagavam propina de 3% a 5% para poder participar das licitações orçadas em R$ 56 milhões, para obras de reforma e construção de escolas em Cuiabá e no interior.  O esquema envolve os empresários e delatores Alan Malouf e Giovani Guizardi, assim como os ex-servidores Fábio Frigeri e Wander Luiz dos Reis.

Caso acontece numa semana decisiva para o parlamentar, que concorre a uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além dele, concorrem ao cargo o deputado Sebastião Rezende (PSC) e o promotor Mauro Zaque.

Segundo o TJ, a defesa do deputado pediu para que fosse afastada a competência do Tribunal Pleno para julgar o processo da operação Rêmora e que fossem julgados pelas Câmaras Criminais Reunidas.

O deputado estadual foi procurado pela reportagem e negou que o seu afastamento foi pedido pelo Ministério Público e ainda disse que as acusações do MPE se deve a disputa para o TCE. 

Outro lado

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) recebeu com estranheza, via imprensa, a notícia de um pedido de afastamento do seu mandato feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) no âmbito da operação Rêmora. A defesa do parlamentar, sob o advogado Hélio Nishiyama, esclareceu que não existe qualquer pedido de afastamento do parlamentar de suas funções.

“Na condição de advogado do Deputado Estadual Guilherme Antonio Maluf nos autos n. 128660/2017, em curso no TJMT, esclareço que a petição n. 856/2019, subscrita pelo Dr. Antônio Sergio Cordeiro Piedade, Coordenador do NACO, juntada aos autos na data de 11/02/2019, refere-se ao parecer do Ministério Público Estadual em relação ao nosso pedido formulado em 01/02/2019, portanto, não se trata de pedido formulado pelo Ministério Público Estadual de afastamento do cargo de Deputado Estadual", disse a defesa.

Guilherme lamentou o nível baixo que está sendo levada a disputa por uma indicação ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e se colocou, como sempre, confiante no trabalho da Justiça.

Leia mais

MP não pediu afastamento de Maluf do cargo de deputado, afirma advogado

 











(2) COMENTÁRIOS

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MARIA TAQUARA  12.02.19 14h10
só assim eu tenho certeza que os colegas deputados seriam capazes de escolhê-lo mesmo com o nome sujo como pau de galinheiro TCE não é puxadinho da Assembleia Legislativa

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joaquim  12.02.19 12h42
FORAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA MALUFFFFFFFFFFFFFFFFFFFF!

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