01.05.2019 | 16h01


DENUNCIADO POR EX-ASSESSOR

MPE investiga vereador Wellaton por desvio de verba indenizatória

O ex-chefe de Gabinete, Jadson Nazário disse que teria sido nomeado sob a condição de devolver R$ 4 mil pagos de verba indenizatória, para poder manter o salário de R$ 6 mil na Câmara


DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu inquérito para investigar a conduta do vereador Felipe Wellaton (PV), que é acusado de em 2017, ter desviado parte do salário e da verba indenizatória de seu ex-chefe de gabinete, Jadson Nazário de Freitas.

A investigação foi confirmada pelo próprio vereador que publicou uma nota para rebater as acusações.

A denúncia ao MPE foi feita por Jadson. Ele contou que Wellaton teria o obrigado a devolver R$ 4 mil pagos de Verba Indenizatória, para poder manter seu salário de R$ 6 mil na Câmara.

Consta ainda que o vereador teria pedido os R$ 4 mil para quitar uma dívida de sua empresa Açai das Águas, que fica no Parque das Águas.

Jadson também afirma que em janeiro de 2017 ele foi rebaixado do cargo de chefe de gabinete para assessor parlamentar. Seu salário teria diminuído de R$ 6 mil para R$ 4 mil e mesmo em outro cargo continuou recebendo a VI e a repassado para Wellaton.

Em nota à imprensa, o vereador alega que a denúncia é caluniosa.

Disse que Jadson foi desligado do gabinete, "pois não cumpria os horários combinados e faltava sem justificativa". Detalhou que Jadson foi exonerado do cargo de chefia um mês após ser nomeado, pois, segundo o vereador, mentiu ao dizer que tinha inscrição na OAB. "Todos os sucessores no cargo eram advogados devidamente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil".

Sobre a VI, reforçou que exoneração de Jadson, no cargo de chefe de gabinete foi publicada em Diário Oficial e que ele continuou recebendo a VI por mais dois meses por "culpa da Secretaria de Gestão de Pessoas da Câmara de Cuiabá".

“Nunca cobrei parte do salário de nenhum funcionário – inclusive, nosso gabinete é o que tem menos funcionários em toda a Câmara de Cuiabá e os mais bem remunerados, pois é com uma equipe capacitada e motivada que podemos alcançar os resultados expressivos que temos entregado aos contribuintes, barrando corrupção com fiscalização e denúncias sólidas”, argumentou.

“Finalizo repetindo que não vão me calar com denúncias mentirosas nem com difamação gratuita. Tenho um compromisso com o povo cuiabano, e vou cumprir o meu papel até o fim”, acrescentou o parlamentar.

Confira a nota do vereador na íntegra: 

NOTA OFICIAL

Denunciação caluniosa é dar causa a investigação, inquérito ou processo judicial contra alguém que o denunciante sabe ser INOCENTE, segundo o art. 339 do Código Penal. É DISSO QUE SOU VÍTIMA, em um maldoso, malicioso e ardiloso esforço para calar minha oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro e retaliar pelas denúncias que fiz durante todo o mandato. O desespero para desacreditar nosso trabalho de fiscalização não é pra menos: Das denuncias que deflagraram a operação Sangria aos aluguéis fantasmas da Secretaria dos 300 anos, estive na linha de frente de investigação de TODOS os escândalos desta gestão fraudulenta - e não foram poucos.

Não sou filho de pai assustado: Como sou o maior interessado em comprovar minha inocência, me coloquei à disposição da Justiça desde o início, desde que as tentativas de atingir minha reputação com essas mentiras começaram - e voltam agora às manchetes pois não há nada para criticar em minha trajetória pública; já o prefeito, continua sem explicar sequer o dinheiro no paletó. Aliciado a troco de vai saber o quê, o ex-funcionário foi totalmente desmentido na investigação conduzida pela Defaz, mas faço questão de rebater suas mentiras à sociedade:

- O ex-funcionário Jadson Nazário de Freitas foi desligado do gabinete pois não cumpria os horários combinados e faltava sem justificativa, e foi exonerado do cargo de chefia um mês após ser nomeado pois disse que tinha inscrição na OAB, mas não tinha; todos os sucessores no cargo eram advogados devidamente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.

- Sua exoneração do cargo de chefe de gabinete foi publicada no mesmo mês, e se a verba indenizatória foi paga a ele por engano nos 2 meses seguintes, a culpa é da Secretaria de Gestão de Pessoas da Câmara de Cuiabá, setor comandado pela cunhada do prefeito Emanuel Pinheiro.

- A verba indenizatória tem a finalidade legal de custear o exercício do mandato, e aqueles R$ 4.200 reais também: Pagar internet, mobília e computadores, combustível e estrutura para trabalhar; enquanto isso, mesmo com toda a estrutura da Prefeitura, o prefeito Emanuel Pinheiro recebe R$ 25 mil reais por mês só de verba indenizatória, ultrapassando R$ 48 mil mensais de remuneração.

- O veículo consertado ficava à disposição do gabinete e foi utilizado durante todo o mandato pelos funcionários, incluindo o ex-funcionário aliciado para mentir; enquanto a Prefeitura de Cuiabá gasta R$ 6 milhões ao ano com a locação de 265 veículos, nosso gabinete não utiliza NENHUM carro alugado pela Câmara de Cuiabá - aliás, fomos contra a locação de veículos para gabinetes de vereadores.

- Os R$ 3 mil reais depositados eram pagamento ao desenvolvedor do aplicativo Pra Cima, que custou ao todo R$ 12 mil reais e é um case de sucesso nacional, permitindo que os cidadãos enviem solicitações, reclamações e denúncias com foto/vídeo e localização georreferenciada, proponham leis e acompanhem as votações em tempo real; pelos dados da Google Play Store, onde se baixam aplicativos para Android, são similares os números de downloads do Pra Cima e do ALMT Interativa, aplicativo da Assembleia Legislativa que custou quase R$ 12 milhões. 

- Por fim, NUNCA cobrei parte do salário de nenhum funcionário – inclusive, nosso gabinete é o que tem menos funcionários em toda a Câmara de Cuiabá, e os mais bem remunerados, pois é com uma equipe capacitada e motivada que podemos alcançar os resultados expressivos que temos entregado aos contribuintes, barrando corrupção com fiscalização e denúncias sólidas.

Finalizo repetindo que NÃO VÃO ME CALAR com denúncias mentirosas nem com difamação gratuita. Tenho um compromisso com o povo cuiabano, e vou cumprir o meu papel até o fim.

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(1) COMENTÁRIOS

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Roberto  02.05.19 18h56
Jogar pedra na vidraça é fácil né ? Quando o cano da metralhadora vira para o lado dele fica aí tentando se explicar ..... malandro !

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