31.01.2019 | 15h15


MORA EM MATO GROSSO DO SUL

MP suspeita que beneficiária do Bolsa Família era funcionária fantasma da Assembleia

O Ministério Público pediu que o Parlamento Estadual envie relatórios de atividades e cumprimento de carga horária que provem que Géssica Bento tenha realmente trabalhado no local.


DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) estipulou prazo de 30 dias para que Assembleia Legislativa comprove se uma beneficiária do programa Bolsa Família, do Governo Federal, Géssica Bento de Souza, realmente trabalhou no local entre agosto e setembro de 2016.

Géssica Bento de Souza é moradora da cidade de Iguatemi, em Mato Grosso do Sul (distante 1.173 quilômetros de Cuiabá), estava lotada no Legislativo durante o período eleitoral.

A Portaria, para investigar o caso, foi aberta pelo Núcleo de Defesa do Patrimônio Público de Mato Grosso, por meio da promotora Audre Yility, depois que o Ministério Público Federal (MPF) – que faz uma varredura nos beneficiários do Bolsa Família – desconfiou da coincidência e denunciou o caso ao MP do Estado.

Audre Yility lembra que, inicialmente, as informações prestadas pela Assembleia Legislativa foram de que Géssica Bento ocupou o cargo de Assessora Parlamentar entre 1º de agosto de 2016 a 30 de setembro de 2016, mas relata que inexiste registro de ponto da servidora.

No entanto, a promotora quer saber quais atividades foram desenvolvidas pela ex-servidora na ALMT, por isso faz diligências para encontrar Géssica.

O MP tem designado um servidor administrativo, que atua na 36ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, para buscar informações da Assembleia com o objetivo de descobrir quais atividades desenvolvidas pela suposta servidora. O órgão fiscalizador quer, por exemplo, “documentos por ela assinados/recebidos ou qualquer outro comprovante de comparecimento ao trabalho e cumprimento de carga horária, preferencialmente em meio digital”.











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